Nadal: “Não é a reviravolta que é um exemplo mas sim a atitude quando estás a perder 5-1”

Aos 33 anos, Rafael Nadal já fez e celebrou de tudo um pouco no mundo do ténis. Mas ainda assim conseguiu encontrar espaço para mais um triunfo notável ao recuperar de uma desvantagem que parecia decisiva frente a Daniil Medvedev, uma vitória que aumenta significativamente as hipóteses de qualificação mas que depressa descartou do lote de melhores prestações da carreira.

Mas houve mais, muito mais a dizer sobre o tão aguardado e celebrado reencontro com o russo e de uma longa e interessante conferência de imprensa há sobretudo a realçar a mensagem que o tenista maiorquino deixou em relação aos mais novos.

Questionado sobre a possibilidade do triunfo desta quarta-feira ser mostrado em academias como a dele e outras pelo mundo fora como um exemplo de que nunca se deve desistir, mas sim lutar até ao último ponto, Rafael Nadal foi bem mais longe:

“Na minha opinião o exemplo não é a reviravolta. É claro que tens de te manter no jogo e continuar a lutar, mas o exemplo é não partires uma raquete quando estás a perder por 5-1 no último set, ou não perderes o controlo quando as coisas não estão a correr da forma que querias”, respondeu.

“Ficares positivo, manteres-te no encontro e aceitares que o teu adversário está a jogar um pouco melhor do que tu e que não estás a ser assim tão bom. Esse é o verdadeiro exemplo, porque muitas vezes a frustração chega quando tu acreditas e te consideras muito bom e não aceitas os erros que estás a fazer”, concluiu o número 1 do mundo.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."