Djokovic ganha fôlego na luta pelo número 1 e tal como Nadal já só depende de si

o depois da maior conquista da carreira, Alexander Zverev regressou ao Nitto ATP Finals com uma vitória sobre Rafael Nadal que promete baralhar ainda mais as contas de qualificação para as meias-finais do torneio que reúne os oito melhores jogadores da temporada.

Mas não é só no desenrolar deste torneio que o triunfo do germânico tem implicações: é que o resultado desta segunda-feira significa que a partir de agora também Novak Djokovic depende de si próprio para terminar a temporada no topo do ranking mundial.

A fórmula mais “simples”? Sair de Londres com cinco vitórias em cinco encontros, um resultado que até esta segunda-feira não seria suficiente caso do outro lado do court na grande final estivesse um Rafael Nadal com três vitórias na fase de grupos.

Antes de entrarmos em detalhes simplificamos: aconteça o que acontecer o tenista sérvio tem sempre de chegar à final. Caso contrário, quem terminará o ano como número 1 do mundo será Rafael Nadal (mesmo que não chegue à final ou que nem complete a fase de grupos).

Agora, caso queira pôr de lado a calculadora e afastar parte das preocupações, Djokovic já sabe o que tem de fazer. Mas até se pode dar o caso de nem precisar de tanto: uma chegada à final será suficiente caso o faça vencendo os três encontros da fase de grupos desde que Nadal também falhe o apuramento para as meias-finais e não vá além de um triunfo na competição (ou, caso o espanhol não some uma única vitória, Djokovic até pode chegar à final só com dois triunfos no grupo).

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."