Nadal e Djokovic vencem e convencem rumo às meias-finais do Masters de Paris

Primeiro Novak Djokovic, depois Rafael Nadal. Os dois principais candidatos ao título no último ATP Masters 1000 da temporada exibiram-se a um grande nível para avançarem para as meias-finais, continuando em rota de colisão numa semana disfarçada de prenúncio à inevitável mudança de líder na classificação mas que muito pode ter a dizer nas contas finais.

Ainda detentor do lugar cimeiro da tabela (que poderia ter mantido com uma boa prestação em Viena ou Basileia, jogados na semana em que optou por uma exibição no Cazaquistão… com Nadal), Djokovic alinhou uma das melhores exibições da temporada: 6-1 e 6-2 foram os parciais de uma impressionante vitória sobre um Stefanos Tsitsipas algo desgastado, é certo, mas que pouco ou nada conseguiu fazer e nem uma hora esteve na discussão do encontro (concluiu-se em 59 minutos).

A vitória de Rafael Nadal não foi tão folgada mas deixou igualmente boas impressões: o tenista espanhol, que a cada passo que dê em Paris está a ganhar pontos ao rival direto na tabela classificativa, desenvencilhou-se de um primeiro parcial muito equilibrado para caminhar com mais folga rumo à vitória perante uma das estrelas da casa, Jo-Wilfried Tsonga, por 7-6(4) e 6-1.

O próximo adversário do maiorquino também é esquerdino e eliminou igualmente uma das figuras gaulesas. Denis Shapovalov está a viver um excelente final de época e sem dó nem piedade aplicou um corretivo (6-2 e 6-2) a Gael Monfils, que precisava da vitória para reservar um lugar no Nitto ATP Finals. Assim, o francês — que apesar de tudo consegue um louvável lugar no top 10 no final da temporada — terá de se contentar com o estatuto de segundo alternate, que vai honrar em grande parte porque a namorada, Elina Svitolina, gosta de passar tempo em Londres — foi o próprio quem o afirmou na conferência de imprensa que se seguiu ao duelo.

O outro (e logo a abrir a jornada) encontro dos quartos de final foi ganho por Grigor Dimitrov. O búlgaro chega pela sexta vez na carreira às “meias” de um Masters 1000 graças ao triunfo por 6-2 e 7-5 sobre Christian Garín e agora tem pela frente a dura tarefa de desafiar Novak Djokovic, que para além do título tenta amealhar o máximo de pontos possíveis para amortizar a diferença para Rafael Nadal quando a atualização do ranking for publicada.

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