Lisboa recebe Europeu de Padel marcado por dúvidas e uma guerra entre federações

Pela segunda vez consecutiva, Portugal vai receber o Campeonato da Europa de Padel.

Mas se o torneio de 2017, organizado pela FIP — Federação Internacional de Padel em conjunto com a Federação Portuguesa de Padel no Clube de Ténis do Estoril, foi consensual, o de 2019 chega acompanhado de dúvidas e uma guerra entre federações.

Este ano, as várias federações europeias reuniram-se no mesmo Clube de Ténis do Estoril (que recebeu a EuroAmerica Padel Cup) e decidiram que a EPA — European Padel Association seria a entidade responsável pela organização do Campeonato da Europa.

Mas a FIP, liderada pelo presidente Luigi Carraro, afirma que a tutela está a seu cargo e vai realizar, em Roma e exatamente ao mesmo tempo, um segundo Campeonato da Europa de Padel.

Entretanto, e em declarações publicadas pelo Jornal Público já nesta segunda-feira, Ricardo Oliveira (Presidente da FPP e membro da direção da EPA) acusou Luigi Carraro de ser “um ditador absoluto que só quer guerras e não cumpre os estatutos e os regulamentos”, contando ainda que as federações que fundaram a EPA vão avançar com uma ação no Tribunal Arbitral do Desporto.

Políticas à parte, no Lisboa Racket Centre vão estar quase todas as melhores seleções europeias. As exceções são a França e a Itália. De resto, até a Espanha (que apesar de tudo não vem na máxima força, como aliás nunca vai aos Campeonatos da Europa) estará em Lisboa para lutar pelo título europeu — o grande objetivo das seleções portuguesas que há dois anos, também em casa, terminaram na segunda posição quer na competição masculina, quer na feminina.

Seleções femininas: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Polónia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça

Seleções masculinas: Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Holanda, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça

O EPA European Championships divide-se em duas provas: a competição de duplas, onde há 12 “parelhas” portuguesas a irem a jogo (seis femininas e seis masculinas), e o torneio por equipas.

Seleção nacional feminina: Ana Catarina Nogueira, Diana Silva, Joana Brites, Kátia Rodrigues, Leninha Medeiros, Margarida Fernandes, Patrícia Ribeiro e Sofia Araújo

Seleção nacional masculina: Diogo Rocha, Diogo Schaefer, Francisco Neves, João Bastos, João Magalhães, Miguel Oliveira, Ricardo Martins e Vasco Pascoal

Duplas femininas:

  • Ana Catarina Nogueira/Sofia Araújo
  • Patrícia Ribeiro/Margarida Fernandes
  • Kátia Rodrigues/Diana Silva
  • Catarina Almeida/Helena Medeiros
  • Catarina Vilela/Bárbara Ferreira
  • Bárbara Ribeiro/Joana Brites

Duplas masculinas: 

  • Miguel Oliveira/Vasco Pascoal
  • Diogo Rocha/Sebastião Mendonça
  • Ricardo Martins/Francisco Neves
  • Diogo Schaefer/João Bastos
  • Pedro Araújo/Miguel Deus
  • João Magalhães/Bernardo Bastos

Notícia atualizada às 13h12 de segunda-feira, com os desenvolvimentos e declarações noticiados pelo jornal Público

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."