Frederico Silva: “Estou bastante contente mas vim cá para ganhar o torneio e falta o último jogo”

TAVIRAFrederico Silva somou, na tarde deste sábado, a quarta vitória consecutiva no Clube de Ténis de Tavira para inscrever o nome na final de singulares do Tavira Tennis Open e ficar mais próximo do grande objetivo para o final da temporada. Mas o caldense quer mais.

Como explicou ao Raquetc depois da reviravolta nas meias-finais, “já consegui 12 pontos e estou bastante contente, mas vim cá mesmo para ganhar o torneio e falta-me o último jogo para conquistar os 20 pontos possíveis e ir para casa satisfeito.”

Sobre o duelo com Evan Hoyt, o primeiro em que foi verdadeiramente testado, Frederico Silva admitiu que “foi o primeiro encontro em que senti que estive apertado e que precisava de fazer alguma coisa diferente para virar o jogo. Não foi fácil entrar, também por algum mérito dele que começou logo a servir muito bem e a pôr bastante pressão na resposta. A minha percentagem de serviços no início também não me estava a ajudar, ele estava a comandar os pontos logo desde o início e por isso no segundo set a minha principal preocupação foi ter mais percentagem de primeiros serviços e alongar um pouco os pontos para ver se me conseguia começar a sentir mais confortável.”

O duelo deste sábado foi o primeiro da história entre Frederico Silva e Evan Hoyt no circuito profissional, mas os dois já se conheciam muito bem. “Somos da mesma idade, nunca nos tínhamos defrontado mas nos sub 14 ele era número 1, 2 ou 3 da Europa enquanto eu era 5 ou 6 e por isso andávamos sempre nos mesmos torneios. Ele era muito bom. Já não o via a jogar há muitos anos mas o ténis está lá e deu para perceber que está outra vez a jogar muito bem e que os resultados que tem feito têm sido por alguma razão.”

E agora… Alexandre Muller. O francês, que só está um lugar à frente de Frederico Silva no ranking ATP, é o jogador que separa o tenista caldense de erguer o mais desejado dos troféus em Tavira e é mais um jogador que conhece bem mas nunca defrontou. “Já nos cruzámos nalguns torneios Challenger nos últimos dois anos e é curioso porque estamos os dois cá para o mesmo, que é tentar ganhar pontos para irmos ao qualifying do Australian Open. Por isso mesmo vai ser um encontro importantíssimo tanto para mim como para ele e sei que vai ser muito duro.”

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