Francisca Jorge na Madeira para defender o título de campeã nacional, João Monteiro ausente

Francisca Jorge
Fotografia: Fernando Correia/FPT

14 anos depois, a prova rainha do ténis nacional está de regresso ao Arquipélago da Madeira. Se em 2004 se jogou em Porto Santo, em 2019 o Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto acontece na recém-renovada Quinta da Magnólia, no Funchal.

Bicampeã nacional quer em singulares, quer em pares, Francisca Jorge vai a jogo para tentar defender os títulos conquistados há cerca de um ano, no Clube de Ténis do Porto.

Num quadro curto, que conta apenas com 11 inscrições, destacam-se ainda Inês Murta (vice-campeã em 2014 e 2015) e Maria Inês Fonte (vice-campeã em 2018) mas também Matilde Jorge, que aos 15 anos vai participar pela segunda vez na prova — no ano de estreia venceu pares femininos e pares femininos.

Na competição masculina, destaque para a ausência de João Monteiro. Tal como em 2017, o portuense vê-se obrigado a falhar a defesa do título devido a uma lesão (na altura, lesionou-se num treino já durante a semana do torneio; agora recupera de um problema sentido em março) que o levou, inclusive, à mesa de operações.

O primeiro cabeça de série será Frederico Gil, que para além de se ter sagrado campeão nacional em 2004, 2006 e 2007 foi vice-campeão em 2005 (precisamente na Madeira) e 2017), e a ele na lista de cabeças de série seguem-se Tiago Cação, Luís Faria e José Ricardo Nunes.

Francisco Cabral, que foi vice-campeão nacional em 2015 e 2016, não conseguiu entrada direta no quadro principal uma vez que os critérios da Federação Portuguesa de Ténis ditam que para efeitos de classificação têm prioridade aqueles que estão posicionados entre os 1.000 primeiros no ranking mundial, estando o portuense na 1023.ª posição.

Os jogadores

1. Francisca Jorge (#509 ranking WTA)
2. Inês Murta (#681 ranking WTA)
3. Maria Inês Fonte (#880 ranking WTA)
4. Matilde Jorge (#3 ranking nacional)
5. Ana Filipa Santos (#8 ranking nacional)
6. Sara Neto (#9 ranking nacional)
7. Bárbara Balancho (#17 ranking nacional)
8. Madalena Amil (#20 ranking nacional)
9. Mariana Enguiça (#34 ranking nacional)
10. Inês Esteves (#58 ranking nacional)
11. Catarina Coelho (sem classificação)

1. Fred Gil (#388 ranking ATP)
2. Tiago Cação (#557 ranking ATP)
3. Luís Faria (#752 ranking ATP)
4. José Ricardo Nunes (#1 ranking nacional)
5. Fábio Coelho (#2 ranking nacional)
6. Paulo Fernandes (#4 ranking nacional)
7. Manuel Gonçalves (#6 ranking nacional)
8. Afonso Portugal (#8 ranking nacional)
9. João Guerra (#9 ranking nacional)
10. Bernardo Branco Teixeira (#11 ranking nacional)
11. Bernardo Roque (#15 ranking nacional)
12. Illia Stoliar (#16 ranking nacional)

O formato

O quadro principal de singulares femininos será de 16 jogadoras, começando por isso a jogar-se nos oitavos de final. A organização tem à disposição dois wild cards, pelo que no máximo serão preenchidas 13 vagas, o que significa que pelo menos três tenistas (as melhores cotadas) ficarão isentas da eliminatória inaugural. Não será disputada fase de qualificação.

Já a grelha masculina será de 24 jogadores: 12 com entrada direta, 8 através da fase de qualificação (máximo de 32 jogadores) e 4 wild cards (ou alternates, no caso de não serem preenchidos todos os convites). Os oito melhores classificados estarão isentos da primeira eliminatória, entrando diretamente nos oitavos de final.

Os prémios

À semelhança das edições anteriores, o Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto distribui um total de 19.280 euros em prémios monetários: 7.680 estão reservados ao quadro principal de singulares masculinos e 3.600 ao de pares, 5.600 são alocados ao quadro principal de singulares femininos e 2.400 ao de pares.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."