Inês Murta termina como vice-campeã de pares do Porto Open

PORTO — Três anos depois de se ter sagrado vice-campeã em singulares, Inês Murta voltou a disputar uma final no Porto Open. Desta vez na variante de pares, com o desfecho a ser novamente o menos desejado.

Seis dias depois de terem disputado o primeiro e único encontro neste quadro de pares, uma vez que à vitória inaugural se seguiram dois triunfos por walkover (desistência das adversárias), a portuguesa e a sueca Jacqueline Cabaj Awad não conseguiram resistir a Julia Terzyiska e Estelle Cascino, que venceram pelos parciais de 7-6(0) e 6-3.

Na semana passada, a búlgara e a francesa tinham terminado como vice-campeãs do Palmela Open — outro torneio dotado de 25.000 dólares em prémios monetários. Desta vez, conseguiram inverter um resultado desfavorável na primeira partida, que resgataram no tie-break, e entrar com o pé direito na segunda para cimentarem a vantagem e desenharem os contornos do triunfo.

Em caso de vitória, Inês Murta teria conquistado o 12.º título da carreira na variante de pares — e também o mais importante, uma vez que todos os conquistados até ao momento aconteceram na categoria de 10.000/15.000 dólares (no ano de 2017, por imposição da ITF, os torneios da categoria mais baixa fizeram um aumento de 50% no prize-money).

A fechar a 20.ª edição do Porto Open, o madeirense Daniel Rodrigues (vice-campeão nacional absoluto em 2017) vai estrear-se em finais no circuito internacional contra o espanhol Pablo Vivero Gonzalez.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."