Eva Guerrero Alvarez é a nova campeã do Porto Open

PORTO — À quarta foi de vez para Eva Guerrero Alvarez (298.ª WTA). Depois de perder as três primeiras finais em torneios internacionais dotados de 25.000 dólares em prémios monetários, a espanhola conquistou este domingo, no Porto Open, o título mais importante de uma ainda curta mas já bem promissora carreira.

Com apenas 19 anos, a tenista natural de Madrid mas residente em Barcelona — faz parte dos quadros da prestigiada Sánchez-Casal Tennis Academy — disputou a sétima final individual em torneios ITF e impôs-se de forma autoritária perante uma jogadora mais experiente, Myrtille Georges (267.ª WTA, que já foi 168.ª), para vencer por 6-4, 6-7(4) e 6-3.

A disputar a segunda decisão consecutiva (foi finalista do Palmela Open), Guerrero entrou com tudo. Determinada a erguer o primeiro troféu de campeã em torneios de 25.000 dólares, foi a primeira a quebrar o serviço à adversária e colocou-se numa excelente posição para fechar o primeiro parcial. Mas no momento decisivo acusou a pressão — e também a pausa pedida por Georges para ser assistida ao ombro direito —, precisando de uma segunda investida para ganhar vantagem.

O bom momento da jovem espanhola de 19 anos desvanesceu-se no início do segundo set, mas a qualidade de jogo acabou por falar por si e cinco jogos seguidos colocaram-na a vencer por 5-3 — e por isso cada vez mais próxima do título. Mas não foi suficiente. Nem essa vantagem, nem os dois match points de que dispôs ainda antes do tie-break, e por isso só numa terceira partida que começou equilibrada mas na qual voltou a revelar-se a mais consistente conseguiu a tão desejada vitória.

Com o triunfo deste domingo, Eva Guerrero Alvarez junta o troféu de campeã do Porto Open aos que já tinha conquistado nos ITFs de 10.000 dólares de Knokke (julho de 216) e Valladolid (duas semanas depois), bem como ao de 15.000 dólares conquistado em Melilla, em setembro de 2017.

Ainda este domingo, serão decididas as campeãs de pares femininos e o campeão de singulares masculinos. Inês Murta vai a jogo na primeira final, ao lado de Jacqueline Cabaj Awad (Suécia) e contra Julia Terzyiska (Bulgária) e Estelle Cascino (França), enquanto na segunda Daniel Rodrigues desafia o espanhol Pablo Vivero Gonzalez.

Atualizado às 14h58.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."