Eva Guerrero e Myrtille Georges vão discutir o título no Porto Open

PORTO — Uma semana depois, Eva Guerrero Alvarez vai ter mais uma oportunidade de conquistar o primeiro título da carreira em torneios de 25.000 dólares. Finalista em Palmela, a espanhola qualificou-se na tarde deste sábado para a final do Porto Open, onde vai defrontar Myrtille Georges.

Quinta candidata ao título, a jogadora que nasceu em Madrid mas reside em Barcelona — treina na prestigiada Sánchez-Casal Tennis Academy — conseguiu a desforra do Palmela Open ao derrotar a compatriota, amiga e parceira de pares Guiomar Maristany de Reales no encontro do dia: 6-3, 4-6 e 7-6(4) ao cabo de nada mais, nada menos do que 2h54 de ténis bem disputado de parte a parte.

A decisão deste domingo será a sétima da carreira para Eva Guerrero Alvarez, que se sagrou campeã nas três primeiras finais que disputou mas perdeu as três últimas — todas em provas da categoria superior, 25.000 dólares, e duas delas em solo português: Figueira da Foz 2018 e Palmela 2019.

Do outro lado do courtvai estar a quarta candidata ao título e já bem mais experiente Myrtille Georges. A tenista francesa, que é a número 267 do ranking WTA e já chegou a ser 168.ª, derrotou a japonesa Mari Osaka — irmã de Naomi Osaka — por 7-6(3) e 7-5 no primeiro duelo do dia a disputar-se no Complexo Desportivo do Monte Aventino, onde a chuva voltou a atrasar o início de uma jornada.

Do currículo da tenista gaulesa fazem já parte nove títulos de singulares (os últimos quatro em provas de 25.000 dólares, incluindo um em Macon já este ano) e outros cinco na variante de pares.

Recorde-se que a final de pares femininos do Porto Open terá representação portuguesa: Inês Murta e a sueca Jacqueline Cabaj Awad vão defrontar as vencedoras do encontro entre Guerrero/Maristany e Julia Terzyiska/Estelle Cascino, que acontece ainda este sábado.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."