Daniel Rodrigues arrasa e chega à final do Porto Open em menos de uma hora

PORTO — Pela quinta vez nos últimos seis anos, o Porto Open contará com a presença de um jogador português na final de singulares masculinos. Daniel Rodrigues continua a exibir-se de forma irrepreensível e escreveu, este sábado, mais uma página inesquecível na melhor semana da ainda curta carreira.

Oriundo da fase de qualificação, o jovem português de 19 anos — que perdeu a classificação ATP quando atravessou o Atlântico para se aventurar no circuito universitário norte-americano, pela Universidade de South Carolina — arrasou o quinto cabeça de série Hugo Grenier, ao vencer pelos parciais de 6-0 e 6-2 em apenas 56 minutos.

Foi um encontro de história curta: o vice-campeão nacional absoluto de 2017 (foi derrotado por João Sousa na Beloura Tennis Academy, onde treina sempre que está em Portugal) foi superior em todos os aspetos, dominando do fundo do campo à rede, no serviço e na resposta.

Do outro lado do campo, Hugo Grenier não só esteve uma sombra de si próprio — ficando muito aquém em termos psicológicos — como não conseguiu encontrar soluções para o jogo de Daniel Rodrigues, que se mostrou indiferente ao favoritismo do adversário, quinto cabeça de série e número 485 ATP (e 79.º na tabela da ITF).

Apurado para a grande decisão do Porto Open, que este ano celebra a sua 20.ª edição, Daniel Rodrigues tem em Pablo Vivero Gonzalez o derradeiro obstáculo. O tenista espanhol é o oitavo cabeça de série, ocupa o 581.º posto da tabela ATP e já figurou no 283.º posto, contando no currículo com oito títulos de singulares em torneios ITF (quatro deles em Portugal, entre 2015 e 2016).

Com a presença do madeirense na decisão, o torneio da cidade invicta celebra a chegada de um jogador português ao último duelo pela sexta vez nas últimas seis edições: Fred Gil foi campeão em 2014, João Domingues vice-campeão em 2015, João Monteiro vencedor em 2017 e Nuno Borges finalista há um ano. Da lista de campeões faz ainda parte Leonardo Tavares (em 2007) e na competição feminina também houve, recentemente, uma finalista “da casa”: Inês Murta, que chegou à decisão em 2016 e este ano luta pelo título de pares.

Atualizado às 17h55.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."