Dias e Falcão ultrapassam jornada dupla e alcançam a quarta final consecutiva, agora no Porto Open

PORTO — Começa a tornar-se um hábito — e que hábito: depois de Idanha-a-Nova, por duas vezes, e Castelo Branco, Francisco Dias e Gonçalo Falcão qualificaram-se esta sexta-feira para a quarta final de pares consecutiva em torneios ITF, desta feita no Porto Open.

Os dois jogadores portugueses começaram o dia com uma suada vitória por 6-4, 6-7(2) e 11-9 frente aos compatriotas Nuno Borges e Francisco Cabral, principais candidatos ao título, e encerram a jornada com um triunfo por 6-4 e 6-1 em 57 minutos sobre o também luso Fábio Coelho e o austríaco Peter Goldsteiner.

Se o primeiro triunfo aconteceu no Court 2 do Complexo Desportivo do Monte Aventino e foi consumado num duelo que poderia ter caído para qualquer um dos lados, o segundo, já no Court Central, foi sempre dominado por Dias e Falcão, que assim confirmaram o estatuto de quartos cabeças de série.

Finalistas na primeira semana em Idanha-a-Nova, campeões na segunda e novamente finalistas em Castelo Branco, Francisco Dias e Gonçalo Falcão avançam assim para a quarta final consecutiva — e a mais importante, uma vez que o Porto Open distribui um total de 25.000 dólares em prémios monetários.

Os adversários na decisão, marcada para sábado, já são conhecidos: o austríaco Daniel Cukierman e o canadiano Martin Beran, que derrotaram Boris Pokotilov e Eduardo Struvay por 6-3, 3-6 e 10-5.

E a representação portuguesa nesta edição do torneio da cidade invicta não se fica por aqui: Inês Murta vai lutar pelo título de campeã de pares femininos, enquanto Daniel Rodrigues está pela primeira vez nas meias-finais de um torneio em singulares.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."