Porto Open. Daniel Rodrigues atinge os primeiros quartos de final da carreira em singulares

LOUSADA — Ao quarto dia de prova, o Porto Open chegou a um novo clube — desta vez devido à chuva — e a “aventura” até começou bem para as cores portuguesas: nos courts cobertos do Lousada Ténis Atlântico, Daniel Rodrigues voltou a vencer para carimbar o acesso aos primeiros quartos de final da carreira em quadros principais de singulares em torneios ITF.

Vice-campeão nacional absoluto em 2017, Daniel Rodrigues — que recentemente embarcou numa nova aventura, o circuito universitário norte-americano (joga pela South Carolina Men’s Tennis) — surpreendeu o principal candidato ao título, Baptiste Crepatte (332.º ATP), por 6-2 e 7-6(7).

Num dos primeiros encontros do dia no que ao quadro masculino diz respeito — a competição feminina manteve-se no Complexo Desportivo do Monte Aventino —, o jogador madeirense esteve irrepreensível durante o primeiro parcial e conseguiu recuperar por duas vezes de um break de atraso na segunda partida, salvando dois set points (6-4) no tiebreak para dar a volta e fechar o encontro.

Com este resultado, Daniel Rodrigues passa a somar quatro triunfos em quatro encontros de singulares nesta edição do Porto Open — já tinha ganho dois na fase de qualificação — e fica à espera para conhecer o próximo adversário, que até pode ser português: Luís Faria, o outro português ainda em prova, defronta o russo Boris Pokotilov.

Gonçalo Falcão perde batalha de qualifiers

Para trás, igualmente nos courts cobertos do Lousada Ténis Atlântico, ficou Gonçalo Falcão. O cascalense não conseguiu ter argumentos para o israelita Daniel Cukierman, que tal como ele tinha ultrapassado o qualifying e esta quinta-feira venceu por 6-1 e 6-4.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."