Palmela Open. Inês Murta avança para a segunda ronda de pares; Silva surpreende Osaka

PALMELA — O segundo dia do Palmela Open 2019 terminou com duas vitórias portuguesas. Depois de Francisca Jorge avançar em singulares, foi a vez de Inês Murta vencer — mas no quadro de pares, para chegar aos quartos de final.

A jogadora algarvia forma parceria com Andrea Ka, do Camboja mas a treinar em Portugal há vários anos, e levou a melhor sobre as compatriotas Patrícia Martins e Marta Oliveira (6-4 e 6-1) naquele que foi o primeiro duelo do quadro de pares a ficar concluído.

Em sentido oposto, Sara Lança e Ana Filipa Santos (6-1 e 6-1 para Jacqueline Cabaj Awad/Anastasiya Poplavska) e Rita Pinto (com Sathwika Sama, derrotada por 6-1 e 7-5 para Estelle Cascino e Julia Terziyska, segundas pré-designadas) não conseguiram seguir em frente.

Em singulares, a primeira surpresa

Numa jornada que se dividiu pelas três grelhas, só houve lugar a três encontros do quadro principal de singulares mas ainda assim houve espaço para uma surpresa — a britânica Eden Silva, que na última semana chegou aos quartos de final de pares mistos do torneio de Wimbledon, saiu por cima (4-6, 6-1 e 6-4) de uma grande batalha com Mari Osaka, a quarta cabeça de série que é irmã de Naomi Osaka.

Para a segunda eliminatória apurou-se também Maia Lumsden, que confirmou o estatuto de segunda pré-designada com uma vitória tranquila (6-4 e 6-2) sobre Dia Evtimova, da Bulgária.

Na quarta-feira vão ser disputados os restantes encontros da ronda inaugural, com destaque para o encontro 100% português entre Inês Murta e Inês Oliveira, as estreias de Rita Pinto e o regresso de Sara Lança, que ultrapassou o qualifying.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."