Frederico Silva reflete sobre o encontro dos quartos de final no Braga Open

Margarida Moura/Federação Portuguesa de Ténis

BRAGA — Foi com um sabor amargo que Frederico Silva disse adeus ao Braga Open depois de ter estado a um ponto de inscrever o nome nos quartos de final do quadro principal de singulares. Mas apesar da desilusão pela derrota o caldense mostrou-se consciente da boa semana que fez e soube recolher os aspetos positivos.

“O que queria estar a dizer é que o mais importante é estar bem fisicamente e que não tive dores, mas 15 minutos depois de ter perdido com um match point a meu favor não é assim tão fácil”, reconheceu, bem disposto, o número seis nacional a meio da conversa com o Raquetc no final do encontro com Bernabé Zapata Miralles.

Frederico Silva sublinhou que depois de um início de época complicado — este foi apenas o terceiro torneio que realizou — está “bem fisicamente e não tive dores durante o encontro”, pelo que a faltar está apenas “alguma rotação em termos competitivos”.

O duelo com o tenista espanhol foi disputado em condições totalmente diferentes às das jornadas anteriores, uma vez que teve de ser transferido para os campos cobertos, mas o jogador das Caldas da Rainha “já sabia que tinha estado a chover e que ia ser complicado os campos estarem aptos, por isso foi mais fácil preparar-me mentalmente porque sabia que mais cedo ou mais tarde acabaria por jogar em indoor.”

Frederico Silva falou ainda da influência que as alterações ao formato dos torneios Challenger têm na forma como cria as suas expetativas, afirmando que “a sorte também dita um pouco as perspetivas que podemos ter, porque sabemos que não posso apanhar um cabeça de série na primeira ronda mas ao mesmo tempo são todos jogadores do top 300 ou top 250, portanto não há encontros acessíveis. Por isso, neste momento o mais importante é focar-me no que tenho de fazer e no que tenho vindo a melhorar.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."