Tiago Cação: “Treinar com os jogadores no Millennium Estoril Open deu-me confiança”

Fotografia: Margarida Moura/Federação Portuguesa de Ténis

BRAGA – Aos 21 anos, Tiago Cação somou esta segunda-feira a primeira vitória da carreira em quadros principais de torneios Challenger. E fê-lo de forma convincente, frente a um compatriota, depois de uma semana de treinos que considera ter sido determinante.

O jogador do Centro de Alto Rendimento foi convidado a integrar a equipa de sparring partners — parceiros de treino — do Millennium Estoril Open e partilhou o court com alguns dos melhores tenistas do mundo. Mais tarde, e de forma inesperada, acabou por até ir a jogo ao lado de Fred Gil, como alternate no quadro de pares.

Em declarações ao Raquetc depois da vitória na ronda inaugural do Braga Open, Tiago Cação contou que “a experiência no Millennium Estoril Open foi super importante. Poder estar naquele meio, ao lado dos melhores jogadores, partilhar o campo com eles e ver o que fazem deu-me confiança e ajudou-me muito. Fez-me ver o caminho que tenho de seguir para poder chegar lá acima.”

A semana foi de tal forma preenchida que numa só manhã, Tiago Cação chegou a treinar com quatro jogadores: Reilly Opelka, Stefanos Tsitsipas, Pablo Cuevas e Guido Andreozzi.

Já sobre o triunfo no Clube de Ténis de Braga, o jovem tenista de 21 anos revelou que “foi muito difícil” por se tratar de um encontro perante um amigo e parceiro de treinos — Francisco Cabral, com quem até já conquistou títulos ITF — e sublinhou a enorme importância do triunfo não só pelo quebrar de uma barreira mas também “porque como tudo mudou, os três pontos ATP que vou receber são preciosos.”

Tiago Cação estava de tal forma concentrado em superar o primeiro desafio que ainda não tinha olhado para o resto do quadro, mas nesta terça-feira já terá começado a preparar o duelo frente a Jurgen Zopp, estónio que já foi top 80.

Quanto à mentalidade a ter, e depois de uma fase em que admite ter-se deixado afetar pelas mudanças ao formato dos torneios e rankings, o tenista luso diz que passa por “continuar a focar-me e a acreditar em mim porque os resultados vão acabar por aparecer.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."