Stefanos Tsitsipas e a vitória sobre Goffin: “Provei mais uma vez que gosto das dificuldades”

Fotografia: Millennium Estoril Open

Foi um Stefanos Tsitsipas satisfeito aquele que se apresentou na sala de imprensa do Millennium Estoril Open. O grego derrotou David Goffin (3-6, 6-4 e 6-4) e garantiu o apuramento para a final do ATP 250 português. Tsitsipas reconheceu as dificuldades do encontro, mas admitiu ter gostado delas.

“Adorei o jogo de hoje. Foi muito complicado e provei mais uma vez que gosto das dificuldades e que consigo lidar com as situações de pressão e com situações onde é difícil acreditares que ainda podes vencer o jogo. Estive em baixo no terceiro set, mas consegui salvar os break points e foi como se tivesse renascido aí”, começou por dizer o número 10 mundial.

“Comecei a lidar melhor com as situações. Ele estava a jogar muito bem, estava a responder muito bem e penso que não falhou uma única resposta ao serviço hoje, o que me deu dores de cabeça. Pressionou-me muito, mantendo-se o mais próximo da linha de fundo possível. No geral, penso que foi um grande jogo.”

Na final da prova, Stefanos Tsitsipas vai medir forças com o uruguaio Pablo Cuevas, que entrou no quadro principal com o estatuto de lucky loser e que desde então foi desbravando caminho até à última ronda. Na antevisão, o grego deixou elogios ao adversário deste domingo:

“Cuevas vai ser uma tarefa difícil. É um especialista em terra batida, já venceu grandes jogadores nesta superfície e sabe o que faz em court. Vou ter que lidar com o plano de jogo dele e com a maneira como ele pensa quando está dentro do court.”

Acerca do último encontro entre ambos, em Antuérpia: “Eu lembro-me do jogo em Antuérpia. Joguei muito bem mas não podemos esquecer que foi em piso rápido e coberto, o que torna as coisas diferentes. Nem tenho de pensar nesse jogo, porque é como se não tivesse acontecido e como se eu estivesse a defrontar um novo jogador. Ele é um veterano e já jogou muitas partidas em terra batida na sua vida, provavelmente cinco vezes mais do que as que eu joguei. Tem mais experiência e isso vai ser o desafio mais difícil de ultrapassar”, concluiu.

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Adepto do desporto em geral mas com especial carinho pela "bolinha saltitona". O bichinho surgiu ainda Rafael Nadal não tinha mangas e não mais saiu. Chegada a oportunidade de me juntar ao Raquetc, juntamente com a minha ambição de ser jornalista, foi fácil aceitar juntar-me à equipa.