João Domingues com top 100 de boas memórias pela frente no encontro do título em Tunes

João Domingues
Fotografia: Fernando Correia/Lisboa Belém Open

Difícil mas não impossível. Este domingo, terá de ser esse o lema de João Domingues quando entrar em campo para disputar a final do quadro principal de singulares do Tunis Open, o Challenger da localidade tunisina onde procura o segundo título da carreira.

Já com cinco vitórias no bolso, o número três nacional e 221.º ATP terá como derradeiro desafio o mais difícil da semana — não só por se tratar do encontro decisivo mas também pela qualidade e palmarés do adversário, que dá pelo nome de Pablo Cuevas.

Aos 33 anos, o uruguaio é o 81.º da tabela ATP (chegou a ser 19.º na temporada de 2016) e está a disputar este torneio graças a um wild card de última hora que lhe foi entregue pela organização.

Cuevas é um verdadeiro especialista em terra batida, onde conquistou 143 das 206 vitórias ao nível ATP — às quais junta mais 146 neste piso se considerados os torneios Challenger. E no currículo tem não só impressionantes 12 títulos a este nível — todos em terra batida, pois claro — como seis em torneios ATP, circuito onde já disputou nove finais.

E no único encontro da história entre ambos até foi o português quem sorriu por último, ao levar a melhor com os parciais de 7-6(6) e 6-4 para chegar à segunda ronda do Challenger de Lima, no final de 2018 — também em terra batida ao ar livre.

Para além do historial a seu favor, João Domingues leva para a final a confiança ganha nas últimas semanas, em que voltou a comprovar as suas capacidades no pó de tijolo ao deixar pelo caminho jogadores como Carlos Berlocq, Lukas Rosol, Guillermo Garcia-Lopez e Thomaz Bellucci.

A segunda final da carreira do tenista natural de Oliveira de Azeméis em torneios Challenger (venceu a primeira, em Mestre 2017) tem início marcado para as 12 horas locais e de Portugal Continental e poderá ser acompanhada em direto no nosso website.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."