Monte Carlo. Derrotado à primeira em singulares, João Sousa supera estreia difícil nos pares

Fotografia: João Pires/Fotojump

Depois da derrota na eliminatória de estreia em singulares, João Sousa começou com uma vitória a participação no quadro principal de pares do Rolex Monte-Carlo Masters, o primeiro ATP Masters 1000 da temporada a disputar-se em terra batida.

Novamente desfalcado daquele que esperava ser o seu parceiro para grande parte das provas que tem disputado (Pablo Carreño Busta, com quem disputou a final em Roma há quase um ano), o vimaranense conseguiu inaugurar de forma feliz a parceria improvisada com o argentino Diego Schwartzman.

Os dois ainda estiveram em desvantagem no marcador, mas conseguiram recuperar para deixarem pelo caminho os britânicos Kyle Edmund (que no último Millennium Estoril Open conquistou o primeiro título da carreira, precisamente em pares) e Neal Skupski (33.º da tabela na variante), parciais de 5-7, 6-4 e 10-5.

Esta foi a segunda vitória do ano para João Sousa em quadros principais de pares em torneios Masters 1000, ele que em Miami também chegou à segunda ronda mas ao lado de Guido Pella — curiosamente, outro parceiro argentino.

Agora, na segunda ronda do torneio de Monte Carlo, Sousa e Schwartzman (que em singulares é o 24.º melhor jogador do mundo) vão ter pela frente o finlandês Henri Kontinen e o australiano John Peers, sextos cabeças de série e precisamente os jogadores que derrotaram o vimaranense nas meias-finais do Australian Open deste ano.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."