Portugal volta a vencer e avança para as meias-finais do Campeonato Europeu de Squash por Equipas

LISBOA – A participação de Portugal no Campeonato Europeu de Squash por Equipas da 3.ª Divisão continua a ganhar motivos de orgulho para o squash nacional. Na manhã desta sexta-feira, a seleção feminina voltou a vencer para alcançar as meias-finais, que se jogam ao final da tarde nos courts do Lisboa Racket Centre.

Depois de um dia de “folga”, uma vez que disputou os dois encontros da fase de grupos logo na quarta-feira, a seleção liderada por Luís Carvalho levou a melhor sobre a Letónia numa eliminatória decidida no terceiro encontro.

A primeira a entrar em ação foi Mariana Martins e foi a jogadora do Clube Desportivo Areias de São João quem deu a primeira vitória à equipa da casa, ao levar a melhor por 16-14, 11-7 e 11-9 sobre Liene Rieba. Depois, seguiu-se um encontro mais feliz para a seleção visitante, que graças à maior experiência e domínio de Ineta Mackevica (11-7, 11-5 e 11-3 sobre Catarina Nunes, do Proracket Squash & Padel) conseguiu igualar a eliminatória.

No encontro de todas as decisões repetiu-se o cenário de quarta-feira: Alexandra Santos (Anadia Squash Clube) reagiu da melhor forma à chamada e desta vez nem precisou de recuperar para agarrar a vitória, alinhando uma exibição sólida do primeiro ao último ponto para superar Baiba Lulle (13-11, 11-7 e 11-5) e dar a tão desejada vitória a Portugal.

Concluída a eliminatória, Luís Ferreira, o Presidente da Federação Nacional de Squash (FNS), não escondeu a alegria com a prestação histórica de Portugal. “Está a ser uma grande surpresa, muito agradável surpresa. Vir ao Campeonato da Europa com uma equipa feminina depois de mais de duas décadas de ausência já era uma vitória, chegar cá e ficar nas oito primeiras melhor ainda e agora nas quatro primeiras… A partir daqui é tudo ‘lucro’. Sempre a somar e vamos ver onde é que conseguimos chegar.”

O responsável pela FNS, que também passa tempo no court como treinador, considerou que “o mais importante é que temos uma equipa que está a jogar assim mesmo, como equipa, e que tem uma média de idades de 20 anos, que é muito pouco. Devemos ser das equipas mais jovens e isto significa que temos uma equipa de futuro para trabalhar, o que é uma alegria. Era importante estas jovens atletas terem esta experiência e saberem o que é que é ganhar como equipa, como Portugal, num Campeonato da Europa, terem estas alegrias e sensações em equipa porque o squash é um desporto maioritariamente individual. Aqui vivemos isso e agora é continuar.”

O selecionador nacional Luís Carvalho destacou que “as jogadoras quiseram acreditar nas competências que têm e ao quererem acreditar conseguimos ganhar um jogo muito renhido com a Eslovénia [no primeiro dia], em que estivemos a perder por 2-0 em sets no duelo decisivo e acabámos a ganhar 11-9 no último set.”

Já sobre o duelo desta sexta-feira, que deu o tão desejado lugar nas meias-finais, o responsável pela equipa lembrou que “a Letónia tem a jogadora mais forte do torneio, uma top 65 mundial, pelo que em teoria perdíamos logo um jogo e tínhamos de ganhar os outros dois e elas estiveram brilhantes. Ganharam os dois por três sets a zero e do meu ponto de vista alcançaram um lugar histórico neste Campeonato da Europa.”

As meias-finais vão acontecer no court 1 (com transmissão Raquetc no Youtube), às 18h30. O objetivo, esse, passa por vencer, “mas se não for possível vamos lutar depois pelo pódio, sendo certo que já estamos todos felizes pelo que já conseguimos alcançar.”

Veja ou reveja os quartos de final entre Portugal e Letónia na íntegra:

Atualizado às 14h27.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."