José Ricardo Nunes é campeão regional pela 14.ª vez: “A paixão pelo ténis fala mais alto”.

Uma, duas, três, quatro, cinco, … catorze vezes. José Ricardo Nunes sagrou-se este fim de semana campeão regional absoluto do Algarve pela 14.ª vez na carreira, alcançando novamente aquele que apelida de “principal objetivo da época”.

Desta vez, o título de José Ricardo Nunes fez-se com três vitórias em parciais diretos: o primeiro cabeça de série começou por derrotar Russell Henderson por 6-1 e 6-0, depois Tomás Dias por 6-1 e 6-2 e, já na final, João Graça por 6-3 e 7-6(2).

Ao Raquetc, o tenista algarvio de 32 anos reconheceu que “a cada ano que passa torna-se mais difícil ganhar o Campeonato Regional pois apanho sempre bons jogadores, como foi o caso este ano em que ganhei na final ao vice-campeão nacional de sub 18” e partilhou toda a alegria que sentiu ao adicionar mais um título ao palmarés. “Estou muito contente por ter ganho mais uma vez, é o meu objetivo principal a cada época”.

E apesar de ser difícil eleger um momento entre 14 anos de vitórias como o mais especial, José Ricardo Nunes acaba por chegar a uma conclusão. “Todos os Campeonatos Regionais foram importantes e especiais mas talvez o mais especial tenha sido quando ganhei pela primeira vez o regional absoluto, aos 15 anos. Não era o favorito e consegui ganhar a jogadores bem mais velhos, todos em três sets. Nesse ano ganhei o regional de sub 16, sub 18 e o absoluto.”

Porque os anos passam, aquele que em tempos foi tenista a tempo inteiro já é, agora, treinador. No Centro de Ténis de Faro, onde passou toda a vida, José Ricardo Nunes concilia os treinos dos alunos com os seus e “sempre que posso treino para poder competir nos torneios que acho importantes durante o ano, como o Campeonato Regional, o Nacional, o de Equipas da 1.ª Divisão e alguns prize-moneys. Também tenho jogado os torneios internacionais do Algarve no início do ano pois ficam à porta de casa.”

A razão de o continuar a fazer? “A paixão pelo ténis e pela competição fala mais alto”.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."