Francisca Jorge vence e mantém Portugal na luta pela vitória no primeiro dia de Fed Cup

Francisca Jorge
Fotografia: Fernando Correia/FPT

Depois da estreia de Maria Inês Fonte, o regresso de Francisca Jorge (648.ª WTA e 80.ª ITF). E este bem mais feliz para as cores de Portugal, que somou a primeira vitória no Grupo II da Zona Europa/África da Fed Cup para se manter na luta pelo confronto com Israel no primeiro de três dias da Pool B no Luxemburgo.

A bicampeã nacional absoluta sabia que estava obrigada a vencer para manter o país na luta pelo primeiro ponto mas não tinha pela frente uma tarefa fácil — até porque mesmo que os novos rankings “enganem” a jogadora que estava do outro lado era bem mais experiente e titulada (chegou a ser 587.ª antes da nova classificação entrar em rigor e até conta com nove títulos no currículo, sete dos quais em pares).

Foi, por isso, uma excelente e autoritária vitória aquela que a jovem vimaranense de apenas 18 anos somou, ao vencer Maya Tahan (41.ª ITF) por 6-2 e 6-3 ao fim de 1h15 de encontro.

No primeiro parcial, Francisca Jorge foi a única a conseguir segurar o serviço (fê-lo logo no primeiro jogo e depois ao sétimo) e aproveitou os quatro breaks obtidos no “saque” da adversária para ganhar vantagem. Depois, a tenista israelita conseguiu elevar ligeiramente o nível da pancada de serviço mas não de forma suficiente a oferecer resistência à portuguesa, que com uma quebra ao quarto jogo conseguiu a diferença necessária para chegar ao mais desejado dos resultados.

Com esta vitória — a segunda da carreira de Francisca Jorge em encontros de singulares na Fed Cup — Portugal empata o confronto frente à equipa de Israel, o que significa que tudo será decidido no duelo de pares.

A capitã Neuza Silva escalou inicialmente Francisca Jorge e Maria Inês Fonte e é provável que mantenha a aposta. Do lado israelita, Maya Tahan e Lina Glishko (as mesmas que foram a jogo em singulares) são para já as escolhidas, mas tal como a capitã portuguesa também Tzipora HirshObziler pode proceder a alterações.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."