Rui Machado: “Queremos fazer história e vamos entrar em court para ganhar”

A estreia de Rui Machado como capitão da seleção portuguesa da Taça Davis acontece já este fim de semana e a responsabilidade não poderia ser maior: em jogo está a primeira presença de Portugal na fase final da competição, que este ano conhece um novo formato.

Em declarações à Agência Lusa a cerca de 48 horas de se estrear no banco, o ex-tenista algarvio começou por deixar claro qual é o objetivo da equipa. “A expetativa é disputar uma excelente eliminatória e sair do Cazaquistão com a vitória. Sempre que jogamos a Taça Davis é para dar o máximo, representar Portugal da melhor maneira e, se possível, fazer história. E, nesta eliminatória, pode fazer-se história.”

Rui Machado reconhece que “jogar a Taça Davis é sempre uma grande responsabilidade, seja de acesso ao Grupo Mundial ou para não descer de divisão” e diz que a seleção portuguesa quer “fazer história” e vai “entrar em court para ganhar”. Do outro lado estará um obstáculo difícil de superar: o Cazaquistão venceu 10 das últimas 11 eliminatórias em casa, onde opta sempre por condições indoor e piso rápido.

Em jogo está um lugar na primeira edição das Davis Cup Finals, que se vão jogar em Madrid entre 18 e 24 de novembro. O novo capitão da equipa das quinas reconhece que “a principal dificuldade vai ser jogar fora de casa, nas condições às quais o Cazaquistão está habituado e no seu ambiente, em que os jogadores tendem a superar-se” mas mostra-se otimista nas armas que tem ao seu dispôr: “Jogadores em grande forma, com muito nível competitivo, experiência e vontade de ganhar e fazer história”.

Antes de viajar para Astana, o ex-número um nacional já tinha feito uma breve análise ao início de temporada dos quatro jogadores que chamou para a viagem: João Sousa, Pedro Sousa, João Domingues e Gastão Elias, os mesmos que tinham jogado as últimas eliminatórias sob o comando de Nuno Marques.

Para além de Rui Machado, também Gonçalo Nicau fará a estreia na equipa: depois de a representar como jogador em 2006, desempenhará agora funções de treinador.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."