Com algum sofrimento à mistura, Osaka e Svitolina marcam encontro nos quartos de final

Não foi um começo de jornada fácil para as favoritas mas no final do dia todas seguiram em frente. Afinal, parece ser esse o destino deste Australian Open — as maiores candidatas estão a dar-se a poucas surpresas, um cenário muito pouco habitual no circuito feminino.

A disputar o seu primeiro Major como campeã do Grand Slam, Naomi Osaka não podia estar a apresentar uma “candidatura” mais promissora: mais do que vencer facilmente (fê-lo nas primeiras rondas), a japonesa tem reagido bem à adversidade e esta segunda-feira respondeu bem a novo teste, ao superar Anastasija Sevastova por 4-6, 6-3 e 6-4.

Foi a 11.ª vitória consecutiva de Naomi Osaka em torneios do Grand Slam, ela que assim segue para os seus primeiros quartos de final em Melbourne, onde vai defrontar outra estreante: a ucraniana Elina Svitolina, campeã do WTA Finals, passou por Madison Keys num dos encontros com parciais mais estranhos de todo o torneio (6-2, 1-6 e 6-1) e também se mantém na rota do título.

A elas seguiu-se ainda uma outra jogadora durante a sessão diurna: Karolina Pliskova confirmou o favoritismo sobre uma Garbiñe Muguruza adormecida ao não dar hipóteses à espanhola (6-3 e 6-1) para chegar pelo terceiro ano consecutivo aos “quartos” em Melbourne. Agora, a checa — que foi finalista do US Open há dois anos e meio — fica à espera da vencedora do grande duelo do dia: aquele que opõe a número um mundial e finalista Simona Halep à ex-campeã Simona Halep.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."