Mats Wilander: “Sempre disse que o João Sousa é daqueles que no currículo ficará com os ‘quartos’ de um Grand Slam”

João Sousa
Fotografia: USTA

O português João Sousa é, por esta altura, tema de conversa entre os maiores especialistas do ténis. Com a estreia no Australian Open a aproximar-se e depois de Boris Becker ter deixado elogios ao número um nacional em entrevista ao Diário de Notícias, foi a vez de Mats Wilander fazer o mesmo em declarações ao Observador.

O sueco, único tenista na história a vencer o Grand Slam australiano em relva e em piso rápido, revelou ainda não ter uma opinião fundamentada sobre Pedro Sousa, o outro português que participou no quadro principal e que caiu perante Alex de Minaur. “Não conheço bem o Pedro Sousa mas o João Sousa teve recentemente um bom torneio”, começou por dizer.

“Tem aquele estilo de jogo que nunca sai de moda: uma pancada forte, boas movimentações e a jogar de forma agressiva. Os pisos rápidos podem não ser os ideais mas num dia bom do seu serviço tudo fica diferente. Esse é um dos pontos dos pisos rápidos: o serviço não precisa ser uma arma, quem serve bem e ganha cinco dos seis jogos de serviço fica próximo do set. Sempre disse que o João Sousa é daqueles jogadores que no seu currículo ficará com uns quartos de final do Grand Slam“, atirou.

Com as prestações de 2015 e 2016 na mente — chegou à terceira ronda em ambas as ocasiões –, João Sousa vai dar início ao seu Australian Open na madrugada desta terça-feira. O seu adversário será o argentino Guido Pella, número 66 mundial e que atuou ao lado do “Conquistador” no quadro de pares de Auckland.

Adepto do desporto em geral mas com especial carinho pela "bolinha saltitona". O bichinho surgiu ainda Rafael Nadal não tinha mangas e não mais saiu. Chegada a oportunidade de me juntar ao Raquetc, juntamente com a minha ambição de ser jornalista, foi fácil aceitar juntar-me à equipa.