Caroline Wozniacki inicia defesa do título com vitória incontestável

Fotografia: WTA

Campeã em título, Caroline Wozniacki estreou-se da melhor forma no Australian Open 2019 ao somar na manhã desta segunda-feira um triunfo relativamente tranquilo sobre Alison Van Uytvanck.

À procura da revalidação do título num palco que ficará para sempre guardado na sua memória (afinal, foi na Rod Laver Arena que conquistou o seu primeiro título do Grand Slam), a tenista dinamarquesa exibiu-se a um nível bastante satisfatório para encontro inaugural de uma nova edição e tal acabou por ser suficiente para superar a adversária belga, sempre perigosa (foi responsável pela eliminação da na altura campeã em título Garbiñe Muguruza na estreia na última edição de Wimbledon) e 52.ª do ranking, por 6-3 e 6-4, em uma hora e 35 minutos.

Após uma primeira série de cinco jogos com a “lei do serviço” a imperar, Wozniacki conseguiu quebrar o serviço de Van Uytvanck e isso revelou-se preponderante no desenrolar do set, dado que a partir daí pôde gerir a vantagem obtida para se adiantar no marcador. Na segunda partida, o break surgiu ainda mais cedo, logo no terceiro jogo, com a número três mundial a pressionar quando devia e a saber controlar os diferentes momentos de jogo a seu favor, o que iria desembocar numa vitória sem qualquer contestação contra uma oponente que, ainda que traiçoeira e dona de alguns belos pontos e pancadas, pouco ou nada encontrou para travar o ímpeto de “Miss Sunshine”.

Ultrapassado meritoriamente o primeiro obstáculo no caminho até a um eventual bicampeonato em Melbourne, Caroline Wozniacki, que venceu 78% dos pontos disputados no segundo serviço e não foi quebrada uma única vez em toda a contenda, concentra-se agora, naturalmente, já no próximo desafio: a sueca Johanna Larsson (77.ª), que liderava por 7-6(5) e 3-0 quando viu a bielorrussa Vera Lapko (62.ª) abandonar o compromisso devido a lesão.

Cabeças de série foram (quase) todas bem-sucedidas neste primeiro dia

Numa jornada inaugural que contou já com muito calor (Andrea Petkovic, que desistiu a 7-6(3) e 3-4, que o diga…), a grande maioria das pré-designadas que entraram em competição avançaram para a próxima eliminatória.

Nona favorita e vinda da melhor temporada da carreira (coroada com a estreia no top-10 mundial e, inclusivamente, a presença, ainda que por lesão de Simona Halep, no WTA Finals), a holandesa Kiki Bertens deu o melhor seguimento a esses indicadores ao impor os parciais de 6-3 e 6-3 à norte-americana Alison Riske (56.ª).

Também a jogadora da casa Ashleigh Barty, 15.ª cabeça de série e apontada por muitos como uma das dark horses da edição deste ano, logrou triunfar no duelo de estreia, passando apenas 58 minutos em campo rumo a uma vitória fácil por 6-2 e 6-2 sobre a tailandesa Luksika Kumkhum (67.ª).

De destacar também as vitórias da 19.ª pré-designada, a francesa Caroline Garcia (6-2 e 6-3 frente à qualifier e compatriota Jessika Ponchet — 250.ª); da 20.ª candidata ao título, a estoniana Anett Kontaveit (6-3 e 6-2 à espanhola Sara Sorribes Tormo — 81.ª); da 24.ª cabeça de série, a ucraniana Lesia Tsurenko (6-4 e 7-6[4] perante a russa Ekaterina Alexandrova — 74.ª); e da 29.ª favorita, a croata Donna Vekic (6-2 e 6-4 contra a francesa Kristina Mladenovic).

A única exceção foi a checa Barbora Strycova (33.ª): oitavo-finalista nas últimas três edições, a 32.ª pré-designada não resistiu à aguerrida cazaque Yulia Putintseva (39.ª WTA) e foi assim eliminada logo à primeira no ‘Happy Slam’ por intermédio dos parciais de 6-4 e 7-6(1).

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.