Nervos não foram problema: Sofia Kenin entra na galeria de campeãs à primeira tentativa

Está a ser um início de 2019 muito produtivo para Sofia Kenin: campeã de pares ao lado de Eugenie Bouchard em Auckland, na semana passada, a jovem promessa norte-americana repetiu a glória este fim de semana, desta feita nos singulares, para conquistar o primeiro título da carreira no WTA International de Hobart.

Tradicionalmente um dos eventos (senão o evento) que mais dá a conhecer caras novas no panorama do ténis feminino, a edição deste ano voltou a não ser exceção e quem aproveitou foi Kenin: à semelhança do que sucedeu em Auckland com o seu compatriota Tennys Sandgren, não perdeu um único parcial ao longo da semana e arrasou a eslovaca Anna Karolina Schmiedlova, por 6-3 e 6-0, em uma hora e 11 minutos de uma contenda em que somou nove jogos consecutivos.

Numa decisão novamente jogada por duas jogadoras fora do lote de pré-designadas, a tenista de 20 anos, nascida em Moscovo e que disputou no ano passado a final da Fed Cup, fez valer e de que maneira a sua superioridade em termos de ranking (é a 56.ª) perante uma Schmiedlova (77.ª WTA) que, apesar de mais experiente (só tem 24 anos mas já conta com três títulos individuais na bagagem — um deles em 2018, em Bogotá), não conseguiu encontrar antídoto para travar o jogo ofensivo da oponente.

Assim, naquela que foi a sua primeira participação em Hobart, Sofia Kenin, que bateu três favoritas na prova australiana (incluindo a primeira, Caroline Garcia — 19.ª –, logo no encontro de estreia), conclui de forma praticamente perfeita as duas semanas de preparação para o Australian Open e tem a garantia de que irá entrar de forma inédita no top-40 mundial na próxima segunda-feira (será 37.ª), atingindo, portanto, um novo máximo de carreira.

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Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.