Kvitova destruiu o sonho de Barty para partir extra-motivada para Melbourne

Petra Kvitova
É a quarta vez que Petra Kvitova conquista um troféu nas semanas anteriores ao Australian Open | Fotografia: Sydney International

Se a viagem para um torneio do Grand Slam é feita em cima da hora é bom que seja por um bom motivo e nesse sentido será Petra Kvitova a jogadora a chegar a Melbourne mais do que satisfeita: a checa deu a volta a uma final que em momentos pareceu perdida para derrotar a favorita do público, Ashleigh Barty, e sagrar-se campeã em Sydney.

Um dia depois de derrotar Angelique Kerber de forma esclarecedora (6-4 e 6-1), a jogadora checa de 28 anos começou mal, muito mal, a decisão do Sydney International e esteve a um jogo de ser derrotada (6-1 e 5-4 para Barty).

Mas se há jogadora que já se habituou a inverter situações delicadas para concluir com final feliz um sempre imprevisível terceiro set essa jogadora é Petra Kvitova — e a final deste sábado não foi exceção: 2h22 depois, a bicampeã de Wimbledon garantiu a vitória pelos parciais de 1-6, 7-5 e 7-6(3).

Este é o 26.º troféu de campeã levantado por Petra Kvitova em finais do circuito WTA (contra sete vice-campeonatos), ela que já tinha vencido em Sydney no ano de 2015 e conquistado dois outros títulos em solo australiano no passado: Hobart 2009 (o primeiro título da carreira, na primeira final) e Brisbane 2011.

Agora, a conceituada tenista checa tem o alerta ligado: já por várias vezes conseguiu alinhar excelentes prestações (e até títulos) na véspera das grandes provas e depois acabou com um mau desempenho nos Grand Slams.

Quanto a Ashleigh Barty, terá de se pensar que à terceira é de vez: a talentosa australiana já tinha disputado a final do torneio de Sydney há um ano. Na altura, foi Angelique Kerber quem a impediu de erguer o troféu perante os seus compatriotas.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."