Vídeo: sete momentos em que Andy Murray fez história

Um dia depois de Andy Murray anunciar o final da carreira, recordamos sete dos momentos mais históricos do tenista britânico no circuito mundial de ténis — aqui ordenados por ordem cronológica.

  • Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (2012)

Um Centre Court do All England Club e jogadores com mais cor do que nunca e Carlos Ramos na cadeira. A final de sonho. A vitória de sonho. Foi assim que terminaram os Jogos Olímpicos de 2012, com a estrela da casa, Andy Murray, a derrotar a estrela do desporto, Roger Federer, por 6-2, 6-1 e 6-4 para se sagrar campeão olímpico um mês depois de ter sido derrotado pelo suíço no mesmo palco, mas na final de Wimbledon.

  • Primeiro título do Grand Slam: US Open 2012

“Pela primeira vez em 76 anos o fantasma de Fred Perry pode descansar. A seca de três quartos de um século chegou ao fim.” Os comentários dizem tudo: a 10 de setembro de 2012, Andy Murray derrotou Novak Djokovic por 7-6(10), 7-5, 2-6, 3-6 e 6-2 para colocar um ponto final nas conversas ao sagrar-se campeão de um torneio do Grand Slam pela primeira vez.

  • Primeiro título em Wimbledon (2013)

Um ano depois de sair em lágrimas do Centre Court ao perder a final de Wimbledon 2012 para Roger Federer (um mês depois conseguiu o tal ouro olímpico), Andy Murray conseguiu o tão desejado título: derrotou Novak Djokovic por 6-4, 7-5 e 6-4 e o resto é história.

  • Grã-Bretanha campeã da Taça Davis (2015)

Onze encontros, onze vitórias (três delas em pares, com o irmão). Andy Murray foi o grande obreiro do primeiro título da Grã-Bretanha na Taça Davis em 79 anos e foi também o responsável pelo último ponto, ao derrotar David Goffin por 6-3, 7-5 e 6-3.

  • Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016)

Meses depois de conquistar um segundo título em Wimbledon, Andy Murray tornou-se no primeiro jogador da história a conquistar duas medalhas de ouro em Jogos Olímpicos na variante de singulares (e logo consecutivas), ao derrotar Juan Martin del Potro por 7-5, 4-6, 6-2 e 7-5 no Rio de Janeiro.

  • Número 1 do mundo

No dia 5 de novembro de 2016, Andy Murray chegou pela primeira vez ao primeiro lugar do ranking. Não foi da forma mais desejada — precisava de derrotar Milos Raonic mas o canadiano acabou por desistir das meias-finais antes de entrar em campo –, mas o britânico fez questão de colocar a cereja no topo do bolo no dia seguinte, ao derrotar John Isner por 6-3, 6-7(4) e 6-4 para conquistar o título.

  • Campeão do ATP Finals

Duas semanas depois, o final perfeito: novamente em casa, na O2 Arena de Londres, Andy Murray derrotou Novak Djokovic por 6-3 e 6-4 para se sagrar campeão do ATP Finals pela primeira vez na história e garantir o fim do ano na liderança do ranking.

Foi a 78.ª vitória (em 87 encontros) numa temporada inesquecível: finalista do Australian Open, finalista do Masters 1000 de Madrid, campeão do Masters 1000 de Roma, finalista de Roland Garros, campeão do ATP 500 de Queen’s, em Londres, campeão de Wimbledon, campeão olímpico e finalista do Masters 1000 de Cincinnati (onde interrompeu uma série de 22 triunfos consecutivos), campeão do ATP 500 de Pequim, campeão do Masters 1000 de Xangai, campeão do ATP 500 de Viena, campeão do Masters 1000 de Paris, campeão do ATP Finals.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."