Andy Murray: “Tomei a decisão a meio de um treino em dezembro. Tinha lágrimas a escorrer pela cara”

Andy Murray

Julho é a melhor das hipóteses, janeiro a mais realista. Andy Murray já decidiu que vai terminar a carreira em 2018 mas só a anca decidirá o momento. As dores tornaram-se demasiado fortes e por isso o tenista britânico anunciou o fim numa conferência de imprensa que revolucionou o tradicional Media Day do Australian Open e à qual se seguiu uma mais detalhada conversa com jornalistas do seu país.

“Tomei a decisão em dezembro. Estava a meio de um treino e tinha lágrimas a escorrer pela cara“, revelou, citado pelo The Guardian, o The Telegraph e o Daily Mail.

Do outro lado da rede estava o espanhol Fernando Verdasco e o palco era o court central de Crandon Park, o recinto que até 2018 acolheu o torneio de Miami. “À medida que o treino evoluiu a minha anca estava a ficar pior e eu comecei a pensar ‘não consigo fazer isto, porque é que o estou a fazer?’. Assim que começo a aumentar a carga e a competir e a jogar as dores tornam-se piores, o meu rendimento baixa e tenho de descansar por alguns dias.”

É uma situação frustrante, sobretudo porque significa um final de carreira diferente daquele que qualquer atleta de alta competição idealiza. “Não é a forma como queria deixar de jogar. Todos os jogadores querem decidir quando chega a altura e não que seja o próprio corpo a dizê-lo. Essa é a parte mais difícil de tudo isto.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."