Francisca Jorge prolonga invencibilidade com a conquista do quarto título consecutivo

Francisca Jorge
Fotografia: Fernando Correia/FPT

Mais um torneio, mais um título para Francisca Jorge. A jogadora vimaranense deu este fim de semana início à nova temporada com a conquista do troféu de campeã do Masters Seniores FPT, naquela que foi a primeira edição do novo torneio organizado pela Federação Portuguesa de Ténis.

Principal candidata ao título, a atual número 648 do ranking mundial derrotou na final a compatriota, amiga e colega de treinos Maria Inês Fonte, por 6-3 e 6-2, numa reedição da final do Campeonato Nacional Absoluto.

Tal como nos encontros da fase de grupos, Francisca Jorge confirmou o domínio no panorama nacional, não cedendo um único set para se sagrar campeã no Complexo Desportivo do Jamor — o mesmo que serve de base de treinos à equipa do Centro de Alto Rendimento que integra.

Ao vencer o Masters Seniores FPT, a jogadora portuguesa de 18 anos soma a 18.ª vitória consecutiva em encontros de singulares, que se traduz num quarto título seguido: antes deste torneio, já tinha ganho dois ITFs em Lousada (os primeiros títulos da carreira em singulares no circuito profissional) e o Campeonato Nacional Absoluto, no Porto.

Logo a seguir às duas finalistas ficou a jovem Matilde Jorge, irmã de Francisca Jorge, que apenas com 14 anos e uma semana depois de se sagrar campeã do Masters Juvenil de sub 14 derrotou Inês Teixeira, por 5-7, 6-1 e 6-4, para subir à última posição do pódio. Elizabet Hamaliy passou por Marta Simões (6-1 e 6-1) e terminou em quinto lugar, enquanto Sara Neto não teve de jogar para saber que ficaria na sétima posição, devido à desistência de Maria Santos.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."