“Quem espera sempre alcança” e Bernard Tomic (123.º ATP) bem que pode afirmá-lo. Mais de três anos depois, o irreverante australiano voltou a conquistar um título no escalão máximo do circuito profissional ao arrecadar a edição de 2018 do ATP 250 de Chengdu.
Carrasco de João Sousa nas meias-finais, o antigo número 17 mundial (estabeleceu o seu melhor ranking no início de 2016) fechou com chave d’ouro uma campanha notável que começou na fase de qualificação (onde já tinha estado perto da derrota na última ronda — esteve a perder por 3-0 no tiebreak do terceiro e decisivo set diante de Egor Gerasimov) e na qual já havia salvo um match point nos oitavos de final, contra o também qualifier Lloyd Harris.
Este domingo, todavia, foram quatro os pontos de encontro que o tenista de ascendência germânica e de 25 anos de idade teve de salvar para se desembaraçar do italiano Fabio Fognini (13.º), primeiro pré-designado e em busca do quarto grande troféu da temporada (já havia triunfado no ATP 500 de Acapulco e nos ATP 250 de São Paulo e Bästad), através dos parciais finais de 6-1, 3-6 e 7-6(7), numa longa batalha imprópria para cardíacos que prendeu os espetadores presentes na prova chinesa por duas horas e 15 minutos.
Além de negar a Fognini a possibilidade de se tornar no primeiro transalpino a vencer quatro eventos ATP na mesma época desportiva e, por isso, um lugar na história do ténis italiano, Tomic ergue o quarto título da carreira (os outros foram ganhos na edição de 2013 do ATP 250 de Sydney e nas edições de 2014 e 2015 do ATP 250 de Bogotá) naquela que foi a sua sexta decisão e garante o regresso ao top-100 mundial na atualização de rankings de amanhã, subindo 47 postos para se fixar na 76.ª posição.