Finais em Lyon e Genebra prometem espetáculo na véspera de Roland Garros

Gilles Simon
Fotografia: Open Parc Auvergne-Rhône-Alpes

Como manda a regra, antes do prato principal comem-se as entradas. Enquanto se espera por domingo – dia que marca o início dos jogos dos quadros principais do lendário torneio de Roland Garros -, as atenções do universo tenístico viram-se para Genebra e Lyon. As duas cidades irão coroar, este sábado, mais dois campeões em torneios ATP 250.

A cerca de 460 km a sul de Paris, na cidade de Lyon, o austríaco Dominc Thiem e o jogador da casa Gilles Simon vão lutar pela conquista de mais um título nas suas já bastante invejáveis carreiras. Thiem – primeiro cabeça de série e número oito do ranking mundial – disputou esta sexta-feira um total de cinco horas distribuídas por seis sets em dois embates naquela que se revelou um exaustiva dupla jornada.

Nesta fatigante caminhada até à final, o especialista em terra batida venceu nos ‘quartos’ o espanhol Guillermo Garcia-Lopez por 6-7(4), 7-6(0) e 6-4, enquanto mais tarde, nas ‘meias’, superou o sérvio Dusan Lajovic pelos parciais de 6-4, 5-7 e 6-4. Em jogo está o seu décimo troféu, sendo que já amealhou sete sobre o pó de tijolo, o último dos quais em Buenos Aires (fevereiro, 2018).

Do outro lado, o experiente tenista de 33 anos derrotou, também esta sexta-feira, a surpresa britânica Cameron Norrie em dois sets, definidos pelos parciais de 6-1 e 7-6(6). Senhor de uma vitrina recheada com 13 troféus de provas ao mais alto nível, o atleta de Nice – que começou a temporada de 2018 com um triunfo em Pune – procura agora o seu quinto título a jogar perante o seu público. Para tal, Simon terá de inverter uma tendência que favorece largamente o seu adversário — nos oito duelos que compõem o frente a frente entre ambos, Thiem saiu por cima nos últimos cinco (Sport TV 3, 13h30).

Se em Lyon os protagonistas são dois homens bem habituados a estas andanças, no país vizinho o cenário apresenta-se bastante diferente. O finalista de 26 anos, Marton Fucsovics, estabelece-se como o primeiro húngaro desde 1984 a atingir uma final em torneios ATP. Esta sexta-feira, produziu com sucesso uma fantástica recuperação frente ao norte-americano Steve Johnson, que acabou por derrotar pelos parciais de 2-6, 6-4 e 6-1.

Se restassem dúvidas quanto ao mérito deste estreante em finais, atente-se ao seu percurso: nos ‘oitavos’, superiorizou-se em dois sets ao vice-campeão do Millennium Estoril Open, Frances Tiafoe. Na ronda seguinte, foi a vez do ícone mundial Stan Wawrinka cair a seus pés, noutro triunfo em sets diretos (ver aqui).

A separar Fucsovics do seu primeiro troféu da carreira está o alemão Peter Gojowczyk, que pela segunda semana consecutiva encontrou pela frente o italiano Fabio Fognini. Se no Masters 1000 de Roma a vitória sorriu ao 19.º posicionado da hierarquia, em Genebra surgiu um Gojowczyk com a lição bem estudada e determinado a escrever uma história totalmente diferente. No final, o marcador apresentou um duplo 6-4 a favor do tenista de Munique, que assim foi capaz de ajustar contas com irreverente atleta de Sanremo.

Gojowczyk – atualmente na posição 49 da classificação mundial, o seu máximo de carreira – vai competir este sábado na sua terceira final, a primeira em terra batida (foi campeão em Metz [2017] e finalista em Delray Beach [fevereiro deste ano]). Será o primeiro confronto entre Gojowczyk e Fucsovics em quadros principais de provas ATP (Eurosport 2, 14h30).

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