Lleyton Hewitt: De número um mundial a “pai” da nova geração de prodígios aussies

ESTORIL – O passado e o futuro da elite do ténis mundial formaram uma dupla e já se encontram prontos a competir neste Millennium Estoril Open. Lleyton Hewitt – lenda australiana e ex-número um mundial – junta-se ao seu protegido Alex de Minaur numa tentativa de ajudar o “miúdo” (como carinhosamente lhe apelida) a explodir ainda mais neste seu ano de estreia no circuito ATP.

Foi este domingo, em conferência de imprensa no Clube de Ténis do Estoril, que Hewitt abordou a sua presença surpreendente em solo português assim como a sua perspetiva sobre a nova geração de jovens promessas a emergir no seu país.

“Alguns jogadores australianos da equipa da Taça Davis jogaram aqui nos últimos anos e ouvi muitas coisas boas acerca do torneio. É bom vir aqui e ajudar o Alex”, começou por contar relembrando também a sua presença em Portugal no ano de 2000, por ocasião da antiga Masters Cup, onde segundo o próprio foi muito bem recebido na capital.

Num final de carreira marcado por vários abandonos e retornos ao tour, o jogador de 37 anos confessa que não pretende abandonar a vertente de pares, enquanto a participação em singulares se tratou de uma decisão inevitável. “Não sei se alguma vez me vou retirar dos pares. Ainda não sei que outros eventos jogarei mas com certeza serão alguns”, revelou entre sorrisos antes de alterar o foco para o momento da sua retirada dos singulares.

“Nessa altura da minha vida não era fácil competir semana após semana, e isso é algo que precisas de fazer”, relatou. “Passado uns 6 meses depois de parar de um momento para o outro senti o meu corpo a melhorar”, referiu como justificação para o seu regresso à competição.

Inevitavelmente, o tema de conversa centrou-se no seu parceiro 18 anos mais novo, mais precisamente na influência que o veterano procura incutir no petiz. “O Alex é um bom miúdo. Gosto de trabalhar com ele e de transmitir algum conhecimento acerca de tudo aquilo que eu já passei. Ele só tem 19 anos e eu andei no tour durante 20 e tal, por isso posso-lhe passar uma grande quantidade de experiência”, explicou em jeito de retribuição aos elogios proferidos pelo compatriota no dia anterior.

Finalmente, Hewitt não terminou a conferência sem reconhecer o enorme potencial da nova geração de tenistas aussies, destacando também Nick Kyrgios e Thanasi Kokkinakis. Ainda assim, no meio das várias respostas que simpaticamente devolveu aos jornalistas, destaca-se uma frase à atenção de todos os seus adversários: “Ainda sou muito competitivo quando entro no court“.

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.