André Agassi sobre Novak Djokovic: “Alguém tem de lhe ganhar 3 sets e isso é extremamente difícil”

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Fotografia: Elizabeth Bai/Tennis Australia

André Agassi não tem dúvidas: Novak Djokovic tem todas as condições para vencer o primeiro Grand Slam de 2018. E se há pessoa indicada para tecer considerações deste género é precisamente o ex-número 1 mundial.

O americano tem acompanhado de perto o desenvolvimento do sérvio nos últimos tempos, facultando-lhe toda a sua experiência e sabedoria adquirida ao longo de uma longa carreira recheada de títulos, onde se destaca naturalmente os quatro troféus de campeão do Australian Open que levantou enquanto jogador.

Em conversa com a agência de notícias australiana AAP, o mentor natural de Las Vegas, que é presença assídua no camarote do seu pupilo neste Aussie Open, explica os fatores que o levam a confiar no seu sucesso, destacando o aspeto físico. “Não há forma de o esconder. Alguém tem de vencer três sets contra ele e isso é muito, muito difícil de conseguir”, começou por afirmar.

Andre Agassi e Novak Djokovic trabalham juntos desde maio do ano passado

“O Novak é extraordinário em termos físicos e a sua capacidade de recuperação é diferente da minha, provavelmente devido à própria natureza do corpo, à sua eficiência e ao trabalho que efetua. Ele tem uma capacidade de se superar única aos meus olhos”, sublinhou o atual conselheiro antes de alterar o rumo da conversa para o novo movimento de serviço que Djokovic tem colocado em prática neste inicio de temporada.

“Foi a altura ideal para isso ser testado, ele vai melhorar imenso daqui para a frente. Quando voltas e apesar de estar curado na maior parte – ou pelo menos o desconforto é muito, muito menor – os músculos não foram usados durante três ou quatro horas seguidas. Por isso é que ontem foi um grande dia, porque se ele recuperar o corpo vai ‘lembrar-se’ rapidamente”, esclareceu.

Para terminar, Agassi não deixou de tecer alguns comentários sobre esta decisão de aconselhar o campeoníssimo. Entre vários elogios ao jogador natural de Belgrado, acabou por referir: “Não estou a fazer isto por algum benefício pessoal. Nem cobro, para ser sincero. Se não o conseguir ajudar, estou no seu caminho e irei embora, mas se for capaz, então é o que farei”.

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