Wawrinka resignado com a derrota: “Cheguei aqui sem saber se iria a jogo”

Fotografia: Luke Hemer/Tennis Australia

A participação de Stan Wawrinka na 106.ª edição do Australian Open foi uma incógnita até bem perto do início do torneio, com avanços e recuos. Se por um lado o suíço ia afirmando em declarações à imprensa que estava ansioso para regressar aos courts, por outro lado era traído pelo seu corpo, ora pelo joelho esquerdo (operado durante o verão) ora pelo ombro. Por isso, aterrou em Melbourne Park sem disputar os jogos de exibição que tinha programados, tanto em Abu Dhabi como em solo australiano (Tie Break Tens).

Apesar da falta de ritmo e de ainda viver um período de convalescença, o antigo campeão do Grand Slam australiano ainda rubricou uma vitória em quatro partidas, frente a Ricardas Berankis, na primeira ronda, mas revelou-se incapaz de esgrimir argumentos com o norte-americano Tennys Sandgren, esta quinta-feira.

Stan Wawrinka AO
Wawrinka despede-se sem glória de um torneio que outrora lhe proporcionou uma das maiores alegrias da carreira. Fotografia: Luke Hemer/Tennis Australia

“Não gosto de jogos como este. Nunca é fácil sentir-me assim em court, mas preciso de manter-me positivo. Acho que os últimos 12 dias representam mais do que aquilo que eu poderia esperar. Cheguei aqui sem saber se iria a jogo e, nesse sentido, foi um grande passo para mim. Se a memória não me falha, fui operado há cinco meses e três dias”, declarou o antigo número 3 mundial, em conferência de imprensa, ele que não jogava desde a edição do ano passado do torneio de Wimbledon.

Uma derrota nunca é bem-vinda, mas tendo em conta o contexto em que Stan Wawrinka encarou este Australian Open, há aspetos positivos aos quais o suíço se quer agarrar. “Isto é mais do que eu e a minha equipa poderíamos esperar. Com certeza que é um momento difícil, perder assim, embora ele [Sandgren] tenha jogado bem. Quero ficar com os pontos positivos e isso é o mais importante”, assegurou.

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