Australian Open 2018: previsões da equipa

Rod Laver Arena
É na Rod Laver que se coroam os primeiros grandes campeões de cada época / Fotografia: Australian Open

A poucas horas do começo de mais uma edição do Australian Open, a equipa RAQUETC recupera a “tradição” de partilhar com os leitores as previsões relativamente à nova campeã e ao novo campeão do “Happy Slam”. A si, que está desse lado, convidamo-lo a fazer o mesmo, quer através das redes sociais (FacebookTwitter), quer através da caixa de comentários. Quem acha que vai vencer?

Campeã Feminina

Gaspar Ribeiro Lança: Angelique Kerber – o começo de 2018 prova que a alemã está de volta ao seu melhor ténis. Nos nove encontros já realizados esta época, Kerber venceu, atente-se, nove vezes e “levou para casa” o troféu de finalista da Hopman Cup (só perdido nos pares mistos…) e de campeã em Sydney. Não fosse este arranque da ex-número 1 mundial e campeã há dois anos, o meu palpite iria para Caroline Wozniacki — o jogo de Simona Halep adapta-se melhor à terra de Paris, onde já jogou duas finais, e Garbiñe Muguruza deixou muito a desejar nas primeiras semanas do ano.

Francisco Semedo: Caroline Wozniacki – numa altura em que o ténis feminino tem passado por uma fase em que é quase impossível dizer que esta é melhor que aquela, a escolha torna-se muito difícil. Escolho a dinamarquesa pela consistência de resultados do ano passado. Apesar de não ter o melhor aproveitamento nas finais, sabe o que é jogá-las. Simona Halep e a ‘regressada’ Angelique Kerber também estão no topo da minha lista.

João Correia: Venus Williams – É sempre uma tenista a ter em conta devido ao seu historial e, à medida que se vai aproximando do final da sua carreira, vai privilegiando certos torneios em detrimento de outros, como é o caso dos Grand Slams. A própria já admitiu diversas vezes que o seu nível de jogo é mais elevado neste tipo de provas, é uma adversária dura de bater e pode ter uma palavra a dizer no Australian Open. Perspetiva-se um encontro bastante interessante com Belinda Bencic logo a abrir, mas sem Serena no seu caminho, Venus tem aqui uma boa hipótese de voltar a ser feliz em torneios do Grand Slam.

Jorge Marques: Angelique Kerber – “ano novo, vida nova”. Depois de uma temporada de 2017 péssima tendo em conta os padrões da excelente época realizada em 2016, a alemã parece ter “renascido das cinzas” e ganho nova vida em 2018, surgindo no “Happy Slam” como um dos nomes a ter em conta. Ainda que não seja uma das principais cabeças de série, só o facto de estar invencível este ano ao cabo de já 9 encontros realizados e de saber o que é vencer o Major australiano são motivo de sobra para a considerar candidata à vitória final.

Daniel Sousa: Maria Sharapova: com a ausência de Serena Williams, não faltam candidatas a suceder à norte-americana em Melbourne Park. Com muita experiência, Sharapova sabe qual é a receita para triunfar na Austrália e tem aqui a oportunidade de voltar a tocar o céu.

Pedro Cunha: Caroline Wozniacki – já mostrou que consegue vencer os grandes torneios ao vencer o WTA Finals no fim da época passada, porque não conquistar agora o seu primeiro torneio do Grand Slam? Foi à final do torneio de Auckland este ano mas perdeu com Julia Goerges, que se encontra num excelente momento de forma.

João Pedro Castro: Angelique Kerber – tem um quadro complicado com possível duelos frente a Sharapova e Muguruza (que tem tido problemas físicos) bastante cedo, mas é de longe a tenista em melhor forma. Wozniacki também tem reais hipóteses, mas o seu pai admitiu que tem tido algumas dificuldades físicas na preparação para o torneio.

Ema Pires: Caroline Wozniacki – este é um tópico sensível, porque o ténis feminino é bem mais instável e imprevisível, como sabemos. Mas diria Wozniacki. Apesar de nunca ter ganho um Grand Slam, esteve muito bem na temporada passada, especialmente no fim do ano. E também agora, no início desta temporada. Para além disso, vejo-a bastante focada nesse objetivo mas ao mesmo tempo tranquila. É um tiro no escuro.

Diogo Leite: Simona Halep – com a experiência que tem vindo a ganhar nos últimos torneios e no último ano, penso que irá chegar a hora da romena. No entanto, sem Serena Williams, penso que esta disputa será muito aberta: tanto Wozniacki como Kerber ou Sharapova são ameaças sérias.

António Vieira: Maria Sharapova – a ausência de Serena Williams abre o jogo em Melbourne Park, provocando o aparecimento de uma segunda linha de candidatas. Sharapova impõe-se entre as restantes agora que já adquiriu ritmo competitivo após o longo afastamento. Dotada da sua experiência, nomeadamente em presença e vitórias em Grand Slams, tem aqui uma excelente oportunidade para se restabelecer como uma das figuras máximas do circuito feminino.

Campeão Masculino

Gaspar Ribeiro Lança: Roger Federer – Se há um ano seria praticamente impossível apontar o suíço como grande candidato ao título, este ano é a escolha lógica. Apesar do próprio querer afastar alguma da expetativa — diz que aos 36 anos um jogador não devia ser favorito, mas os números e factos falam por si… –, é o campeão em título, fez um 2017 quase indescritível e sabe e bem o que é vencer em Melbourne. Ah, e convenceu no regresso à Hopman Cup. Rafael Nadal tem contas a ajustar, mas a Austrália nunca foi o seu forte.

Francisco Semedo: Roger Federer – Não há muito por onde escolher. Pelo que fez o ano passado e pelas indicações deste início de época. É dos poucos tenistas de topo que demonstra qualidade tenística e física para encarar duas semanas ao mais alto nível e a cinco sets. Rafael Nadal, Stan Wawrinka e Novak Djokovic são incógnitas. Jogadores como Del Potro, Dimitrov, Goffin e Kyrgios também têm de ser levados a sério.

João Correia: Novak Djokovic

Jorge Marques: Roger Federer – O campeoníssimo suíco entrou a todo o gás em 2018 ao conquistar a Hopman Cup sem perder qualquer encontro, demonstrando que “está aí para as curvas” e com o desejo de revalidar o título do Australian Open e de empatar o recorde fixado por Novak Djokovic (6). Dadas as dúvidas sobre Nadal, Djokovic e Wawrinka, Federer é o principal favorito à conquista de mais um título em Melbourne Park.

Daniel Sousa: Rafael Nadal: apesar dos problemas físicos que o têm assombrado recentemente, o número um mundial é o principal favorito a vencer em Melbourne. Com um sorteio favorável, o maiorquino tem tudo para voltar a sorrir em solo australiano.

Pedro Cunha: Grigor Dimitrov – o búlgaro está confiante e vem de uma das melhores temporadas da sua carreira. Já fez meias-finais em Brisbane esta temporada e mostrou que continua em forma.

João Pedro Castro: Novak Djokovic – Poderá ter uma segunda ronda difícil frente a Gael Monfils, mas também poderá ser o suficiente para ganhar o ritmo competitivo que precisa. O seu novo gesto de serviço impressionou frente a Thiem e tem um quadro bastante razoável tendo em conta que era apenas o 14º cabeça de série.

Ema Pires: Roger Federer – Fez uma época de 2017 bastante sólida e, na minha opinião, apresentou-se a um bom nível na Hopman Cup. Acho que poderão ser bons indícios para o Australian Open.

Diogo Leite: Rafael Nadal – o espanhol optou por se guardar para o Australian Open por sentir que seria a melhor opção e isso poderá fazer a diferença. Novak Djokovic vem de muito tempo sem competir oficialmente, ao passo que será difícil Roger Federer repetir o fabuloso ano de 2017.

António Vieira: Grigor Dimitrov – O búlgaro chega ao Australian Open vindo de um excelente final de temporada onde venceu os ATP Finals estabelecendo-se como numero 3 mundial. Depara-se com uma posição no quadro favorável que lhe permite evitar vários teóricos candidatos no caminho até à final. O principal obstáculo tem o nome de Rafael Nadal, que por sua vez historicamente não é tão bem sucedido no Aussie Open como em outros majors. No setor oposto do quadro, o segundo finalista percorrerá um percurso substancialmente mais desgastante, que terá influencia no encontro decisivo.

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