Sam Querrey sem rodeios: “A minha motivação? Prize money”

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O céu é o limite para Sam Querrey, que se diz capaz de lutar por Grand Slams. Fotografia: USTA/Darren Carroll

Sinceridade é a palavra de ordem para Sam Querrey. O jogador americano chega à Austrália neste inicio de temporada vindo de um periodo que considera “os melhores doze meses da carreira”.

E de fato, observando o ano transato, é impossível ficar indiferente às grandes performances que protagonizou em Wimbeldon e no US Open (atingiu as meias finais e os quartos de final, respetivamente) ou em Acapulco, onde derrotou Rafael Nadal.

As notáveis prestações elevaram o tenista natural de San Francisco até ao 13º posto do ranking mundial – o mais alto de sempre – tornando-se assim o segundo melhor americano no circuito em termos da hierarquia, apenas atrás de Jack Sock (8.º).

É em conversa com jornalistas do website ESPN que Querrey abre o livro e aborda um conjunto de temas relacionados com os seus feitos e ambições. “A minha motivação? Prize money. Sei que parece um pouco brusco, mas honestamente, penso que essa é a motivação de muitos jogadores. Eles não o dizem porque não soa bem. Em vez disso dizem ‘É a minha paixão pelo ténis, isso é o que me motiva!'”, começou por referir o americano, que em 2017 arrecadou 2.2 milhões de dólares em prémios.

Querrey Acapulco
Em março de 2017, Sam Querrey conquistou o ATP 500 de Acapulco. Fotografia: Abierto Mexicano de Tenis

Relativamente a 2018, o quartofinalista do último Grand Slam aparenta já ter bem definidos os objetivos que pretende alcançar. “Quero melhorar e ter uns bons 12 meses. No final da temporada quero poder olhar para trás e dizer que estou orgulhoso do meu desenvolvimento”, afirmou.

Adicionalmente, mostra-se confiante que conseguirá dar continuidade aos bons resultados de 2017, apontando inclusivamente aos voos mais altos que um jogador pode aspirar – fases finais e quiçá títulos em majors.

Tenho um bom jogo e sinto que consigo ganhar a muitos dos jogadores de topo” sublinhou. “Antes da última temporada nunca diria que atingiria as meias finais de um Grand Slam. Mas agora, tenho em mente que se o sorteio for favorável, consigo ir longe e ganhar um Grand Slam. Nos últimos dez anos isso não era um hipótese”, concluiu.

Ainda este mês, o jogador de 30 anos beneficia do estatuto de 13º cabeça de série no Australian Open, onde terá a primeira oportunidade para provar que 2017 não se tratou apenas de um oásis na sua carreira. Já esta madrugada, Querrey estreou-se em 2018 com uma derrota em três partidas [6-4, 6-7(10) e 7-6(5)] frente a Jiri Vesely, em Auckland.

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