O nome de Yann Marti não é propriamente o primeiro nome que vem à cabeça quando o assunto é ténis suíço. Ainda assim, e na sombra de tenistas como Roger Federer e Stan Wawrinka, este suíço de 29 anos que chegou a ser top 200 mundial em 2014 alimenta esperanças de continuar a competir, depois de uma época de 2017 marcada por problemas físicos. Até porque a qualidade tenística que apresenta já foi, inclusive, elogiada pelo maestro suíço.
“Federer disse-me que eu tinha potencial para estar no top 50”, recordou o atual 658.º classificado da tabela classificativa, que recusa que a idade apresentada no cartão de cidadão seja impeditiva de continuar a lutar no circuito profissional. “Federer não está a jogar atualmente o seu melhor ténis? E o italiano Lorenzi, que entrou no top 40 aos 35 anos?”, deu como exemplos o campeão de três títulos Future, em declarações ao jornal suíço Le Matin.
Jogar na Taça Davis é um sonho por concretizar
Um dos pontos altos na carreira de um jogador é defender as cores do seu país ao serviço da seleção. Yann Martin não é exceção, e apesar de até ter integrado uma convocatória no ano de 2015, acabou por bater com a porta por não ter aceitado uma decisão do selecionador Severin Luthi. “Representar o meu país é um sonho. A Suíça tem sorte por ter Federer e Wawrinka. Mas quando estás atrás deles, praticamente não existes”, indicou.
A nova época que se aproxima é encarada com entusiasmo e confiança por parte de Yann Marti, até porque não ter muitos pontos para defender permite-lhe olhar para 2018 sem pressão. “Estou a começar do zero, mas tenho noção do que preciso fazer. Veja-se o caso de Nadal, o que ele alcançou depois de tudo o que passou”, sublinhou.