Genie Bouchard continua perdida entre os grandes resultados do passado

Confusa, sem consistência e perdida nos grandes resultados do passado. Genie Bouchard continua a não conseguir reencontrar os dias de glória e somou esta quarta-feira mais um resultado desastroso, ao sair derrotada na ronda inaugural do US Open. Há mais de dois anos que não marca presença numa segunda semana.

Apesar de ainda só ter 23 anos, a canadiana apresenta um registo cada vez mais preocupante e, pior, sem conseguir encontrar soluções para lhe dar a volta: depois da “explosão” para a ribalta, que a viu jogar meias-finais consecutivas no Australian Open, Roland Garros e Wimbledon (onde chegou mesmo à final) de 2014, os resultados da coqueluche do ténis canadiano têm vindo a decrescer de forma constante.

Este ano, ainda conseguiu brilhar na terra batida de Madrid, onde começou por derrotar Maria Sharapova num dos melhores duelos do ano rumo aos quartos de final. Mas como a própria já desabafou várias vezes, “quando estou a jogar novamente o meu melhor ténis, acontece alguma coisa que me faz voltar a uma má fase.”

Foi o caso do US Open de 2015. Novamente a jogar bem e cheia de confiança, a canadiana estava já apurada para a quarta ronda quando escorreu no balneário e bateu com a cabeça, sendo forçada a desistir. A partir daí, o regresso tem sido uma luta e, pelo meio, houve mesmo um processo (que ainda se mantém) à United States Tennis Association.

Apesar disso, Bouchard foi escolhida para o primeiro duelo do dia no Artur Ashe Stadium. Com o maior palco de ténis do planeta como cenário, era lá que esperava somar a quarta vitória do ano em torneios do Grand Slam, mas voltou a ser um tiro ao lado: se o primeiro set do encontro frente a Evgeniya Rodina (89.ª) ainda foi equilibrado, o segundo viu Bouchard perder todas as soluções que ainda podia ter e Rodina aproveitar para seguir em frente, com os parciais de 7-6(2) e 6-1.

A derrota, a segunda consecutiva em primeiras rondas para a número 76 do mundo em torneios do Grand Slam, significa o 11.º afastamento consecutivo de Bouchard antes dos quartos de final, etapa a que chegou pela última vez no Australian Open de 2015.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."