Por fim, Roger Federer

Os torneios continuavam a passar e as estatísticas ganhavam cada vez maior destaque quando Roger Federer se preparava para entrar em campo.
Sem qualquer título conquistado até à data na presente temporada, o suíço de trinta e um anos estava perto de terminar (pela primeira vez na sua carreira desde que se estreou como campeão de torneios, em 2001) a primeira metade da temporada sem qualquer troféu de vencedor no seu palmarés.
Como melhor rankeado sem qualquer torneio vencido, Federer continuava então à procura da vitória que lhe poderia trazer mais algum descanso nas conferências de imprensa e que certamente colocaria um ponto final no assunto – um dos mais abordados nas redes sociais ao longo dos últimos meses.
Uma das reais tentativas teve lugar em Paris, em particular após a divulgação do quadro de principal, em que Rafael Nadal aparecia do lado oposto. Mas após uma decepcionante (e no entanto expectável, se observada a exibição do recordista de vitórias em torneios do Grand Slam frente a outro francês, Gilles Simon, na ronda anterior)  derrota para Tsonga, as esperanças eram agora voltadas para a mini-época de relva, superfície em que já havia vencido doze eventos profissionais de singulares e alcançado outras quatro finais.
A campanha em Halle não poderia ter começado de melhor forma, com triunfos autoritários (6-3 6-3 e 6-0 6-0, naquele que foi o segundo encontro da sua carreira em que não cedeu qualquer jogo) frente aos tenistas da casa Cedrik-Marcel Stebe Mischa Zverev, que procuravam surpreender e dar continuidade à sua prestação no torneio em que haviam entrado após receberem wildcards por parte da organização.
Se o apuramento para as meias-finais foi carimbado com rapidez e tranquilidade, a segunda metade da prestação de Roger Federer no carismático torneio germânico mostrou-se difícil de ser ultrapassada. Primeiro, e naquela que era a reedição da final do ano passado, Tommy Haas provou estar preparado para vencer novamente o actual campeão de Wimbledon na relva, acabando depois por sofrer uma reviravolta; para terminar, foi Mikhail Youzhny (jogador que nas meias-finais venceu o segundo cabeça de série Richard Gasquet em sets directos e que contava com um registo de 0-14 frente a Federer) a desafiar o helvético, que teve mais uma vez de superar a derrota no tie-break da primeira partida para se impor em três parciais.
Feitas as contas, foram seis as vezes em que Roger Federer ergueu os braços em direcção à cobertura amovível do Gerry Weber Stadion ao longo de toda a sua carreira, naquele que é já o segundo palco que mais títulos lhe proporcionou (só atrás de Wimbledon, onde venceu por sete vezes).
Fotografia de Richard van Loon gentilmente cedida ao Ténis Portugal

ARTIGO ESCRITO POR GASPAR LANÇA PARA REGISTO PESSOAL A 16.06.2013 E PUBLICADO PELA PRIMEIRA VEZ NO TÉNIS PORTUGAL A 11.08.2013 (TENDO A DATA SIDO POSTERIORMENTE ALTERADA PARA A DA SUA ESCRITA).

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