Berdych e Tsonga finalistas em Marselha

Tomas Berdych e Jo-Wilfried Tsonga são os grandes finalistas do Open 13, torneio ATP 250 disputado no Palais dus Sports de Marseille, em França. Se a lista inicial contava com cinco jogadores do top10 mundial, o derradeiro encontro será protagonizado nada mais nada menos do que pelos dois primeiros cabeças de série, que esta tarde alinharam exibições muito convincentes.
Primeiro cabeça de série do torneio e sexto classificado na hierarquia mundial, o checo Tomas Berdych precisou de apenas cinquenta e cinco minutos para ultrapassar o russo Dmitry Tursunov (119º colocado no ranking ATP) e avançar para a sua primeira primeira final da temporada, triunfando pelos parciais de 6-2 6-1.
Ao longo de todo o encontro, Berdych (vice-campeão do US Open em 2010) somou nove ases e venceu 92(!)% dos pontos disputados com o seu primeiro serviço, salvando os dois break points que enfrentou e aproveitando quatro dos seis de que dispôs.
Jo-Wilfried Tsonga, grande favorito do público e segundo pré-designado, também avançou rapidamente para a final, com uma vitória rápida e esclarecedora perante o seu compatriota Gilles Simon (sexto cabeça de série e carrasco de Juan Martin del Potro, campeão em título, na jornada de ontem), por 6-2 6-2.
Ao longo dos sessenta e quatro minutos de jogo, Tsonga – vencedor da prova em 2009 – mostrou-se bastante eficaz, conseguindo fazer sete ases e ganhar 77% dos pontos após colocar a sua primeira bola, enquanto Simon apenas venceu 53%. No capítulo da conversão dos break points, o mais experiente dos dois jogadores levou, também, a melhor, salvando os três que enfrentou e convertendo quatro dos dez que teve a seu favor.
Final de luxo: revalidação ou estreia no lote de campeões
Tomas Berdych e Jo-Wilfried Tsonga são, indiscutivelmente, dois dos melhores jogadores da actualidade e protagonizarão uma excelente final na jornada de amanhã, perante um público que pode, ao longo da semana, marcar presença num torneio fortíssimo para a categoria de ATP 250, que resulta inclusive na distribuição de prémios monetários que rondam os 600.000 euros.
Se a jornada de hoje foi rápida de mais (no total, os dois encontros prolongaram-se por apenas uma hora e cinquenta e nove minutos), a final de amanhã promete ser animada e bem equilibrada.
No confronto directo entre ambos, Tsonga venceu apenas um dos cinco jogos que disputaram, sendo que três das vitórias de Berdych (que, tal como o francês, tem vinte e sete anos) surgiram na última temporada. Em finais, o jogador checo leva, também, a melhor, dado que venceu o derradeiro encontro do torneio de Estocolmo na última época. Contudo, é o francês quem tem mais títulos: nove contra oito, mas Berdych tem mais vice-campeonatos (oito contra sete).
Campeão há quatro anos, Tsonga terá o apoio do público, que quererá certamente celebrar a sétima vitória de um jogador gaulês no torneio (das últimas sete edições, quatro foram ganhas por jogadores da casa, tendo havido três finais no mesmo período que contaram também com a presença de um jogador francês). Por outro lado, Berdych tem armas para complicar a tarefa ao seu oponente e reclamar o título.

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