Murray junta-se a Djokovic na grande final

Andy Murray é o segundo finalista da 101ª edição do Australian Open 2013. Terceiro cabeça de série do torneio, o jogador britânico derrotou Roger Federer após quatro horas de encontro e cinco partidas e carimbou a passagem à sua terceira final em Melbourne Park, onde tentará tornar-se no primeiro jogador da Era Open a vencer os seus dois primeiros títulos do Grand Slam em torneios consecutivos.
Actualmente com vinte e cinco anos, o britânico (natural de Glasgow) entrou na Rod Laver Arena como único jogador a ainda não ter cedido qualquer set na presente edição do torneio, depois de Roger Federer ter precisado de cinco parciais para ultrapassar Jo-Wilfried Tsonga na jornada de quarta-feira.
À procura de uma nova final em torneios major, Murray começou o encontro da melhor forma e forçou Federer a salvar um break point na fase inicial da primeira partida, que rapidamente começaria a ser dominada pelo terceiro pré-designado. Tal como em Wimbledon, o britânico venceu o primeiro set e esteve perto de levar a melhor no segundo, mas o suíço recuperou a tempo e venceu mais um tiebreak na presente edição do major australiano, garantindo pelo menos quatro partidas aos espectadores que, no dia de ontem, haviam presenciado uma meia-final muito desequilibrada entre Novak Djokovic e David Ferrer.
A derrota no segundo parcial não foi sinónima de desconcentração e prova disso foi a velocidade com que o mais novo dos dois jogadores voltou à liderança da partida. Com pontos muito bem construídos e melhorias significativas na sua pancada de direita desde que iniciou, há pouco mais de um ano, trabalhos com o ex-número um mundial Ivan Lendl, Murray não se distraiu e voltou a levar a melhor, desta feita com a vitória no terceiro parcial.
Numa autêntica batalha entre dois jogadores que procuravam começar a época com uma nova presença numa final de um torneio do Grand Slam, foi Federer quem voltou para a quarta partida mais inspirado e eficaz, alcançando o 4-1 com um break de vantagem num ápice. Contudo, o britânico ainda recuperou e forçou um tiebreak, onde o recordista de títulos major se voltou a mostrar implacável.
Na quinta partida, e com os dois jogadores a darem indícios de muito cansaço após o último tiebreak, eram esperados grandes pontos entre ambos e muitas trocas de bola que cortassem a respiração aos australianos (e não só) presentes na Rod Laver Arena, mas não. Motivado e decidido, o pupilo do ex-jogador checo este imparável e dominou por completo um Roger Federer que disputava pela primeira vez dois encontros consecutivos decididos numa quinta partida, fechando o encontro com a vitória por 6-4 6-7(5) 6-3 6-7(2) 6-2 ao fim de quatro horas de jogo.

Após o encontro, o jogador britânico começou por explicar a pressão acusada quando servia para vencer a partida: “Tenho sido conhecido por perder jogos duros, jogos grandes aqui [na Austrália], e nunca tinha derrotado o Roger [Federer] num grande jogo até aos Jogos Olímpicos. Estes factores não ajudam muito quando se tem de servir para fechar um encontro e é complicado quando, nessa situação, se sofre o break e minutos depois se está a disputar um quinto set.” Ainda na entrevista realizada no court, Murray (que disputará a terceira final em quatro anos) teceu algumas palavras sobre o encontro de domingo frente a Djokovic, que atingiu a decisão nas últimas três épocas: “Ele joga o seu melhor ténis aqui, está apurado para a sua terceira final consecutiva e tenho de estar preparado para um jogo complicado e doloroso. Espero que assim seja porque isso significa que será um bom encontro. Tenho a certeza de que se conseguir colocar-me em posição de ganhar será mais fácil do que nos Jogos Olímpicos ou em Nova Iorque.”

Já Roger Federer, que disputou a sua décima meia-final em Melbourne Australian Open, estava algo desiludido mas reconheceu o mérito do seu adversário e os momentos-chave do jogo: “Ele começou a servir bem e foi mais agressivo no começo do quinto set, não foi o princípio de que eu estava à procura. Estou muito satisfeito com o torneio, joguei bem, sinto-me bem, mas estou desapontado por ter sido derrotado no quinto set, não foi a primeira vez que aconteceu.”

Com o triunfo, Andy Murray aumentou para 10-8 a vantagem no confronto directo com o suíço e somou também a sua primeira vitória sobre Federer em torneios do Grand Slam, apurando-se ainda para a sua terceira final de majors consecutiva (foi derrotado em Wimbledon, venceu em Nova Iorque).

Não perca, este sábado, o artigo de antevisão da final masculina.


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