Federação e Câmara Municipal de acordo: “O Maia Open veio para ficar e vai crescer”

Beatriz Ruivo/Federação Portuguesa de Ténis

MAIA — Objetivo cumprido, balanço positivo e já de olhos postos no futuro. O Maia Open concluiu-se este domingo e deixou a Federação Portuguesa de Ténis e a Câmara Municipal da Maia de acordo enquanto ao futuro daquele que foi o terceiro torneio do ATP Challenger Tour a acontecer no país esta época: veio para ficar e o desejo é torná-lo significativamente maior a curto prazo.

Presença habitual no Complexo de Ténis da Maia ao longo de toda a semana, António Domingos da Silva Tiago, o Presidente da Câmara Municipal da Maia, fez “um balanço francamente positivo” do regresso do ténis internacional masculino à cidade.

Para o autarca, o sucesso da sinergia com a Federação Portuguesa de Ténis foi tal que “queremos fazer mais, queremos projetar ainda mas esta modalidade numa cidade que é por excelência a cidade do desporto em Portugal e na qual investimos muito na juventude e no desporto”.

E isso passa por “fazer com que o torneio cresça, que seja ainda melhor nos anos que se avizinham e que tenha uma expressão ainda maior porque queremos apostar muito no ténis.”

Beatriz Ruivo/Federação Portuguesa de Ténis

Apaixonado confesso pelo ténis e pelo desporto, António Domingos da Silva Tiago salientou que se apressou a pedir “à equipa técnica e à equipa do desporto da Câmara para fazerem um inventário das coisas que estão menos bem para que o próximo Maia Open seja ainda melhor e com melhores condições porque o nosso objetivo é que ele cresça em termos de prize money e que possamos chegar aos 250.000 euros num futuro próximo. É o grande objetivo que tenho, aumentar os prémios e com isso trazer melhores tenistas.”

A visão é partilhada por Vasco Costa, Presidente da Federação Portuguesa de Ténis, que no balanço à primeira edição do torneio colocou em cima da mesa uma possível subida de categoria. “Como sabem desafiámos a Câmara Municipal a fazer uma parceria connosco para retomar um torneio desta dimensão porque a Maia tem excelentes condições e estamos todos bastante satisfeitos. É vontade da CM não só manter como até eventualmente subir o nível do torneio para o ano e vamos fazer uma retrospetiva do que aconteceu esta semana para falarmos o mais rapidamente possível e vermos o enquadramento da próxima época. Poderemos vir a subir o torneio ao nível máximo do ATP Challenger Tour mas com calma, primeiro vamos analisar, ver os números e pôr tudo em cima da mesa para tomarmos uma decisão.”

Vasco Costa relembrou que “o Maia Open é o último torneio a contar para a entrada direta no Australian Open, o que faz com que os jogadores que estão à volta dos 100 primeiros queiram jogar para tentarem conquistar os últimos pontos. Ainda por cima tratando-se de um torneio indoor é uma ótima semana e vamos tentar mantê-la.”

Sobre a participação portuguesa, o responsável federativo considerou que “termos oito jogadores portugueses a jogar o quadro principal de singulares é um sinal de que o nosso ténis está a subir de qualidade. Em termos de ranking já temos vários jogadores a poder jogar estes torneios, é daí que também surge esta aposta da FPT em arranjar parcerias para fazermos provas Challenger. Começámos há três anos com um, em Lisboa, no ano passado duplicámos, este ano fizemos aqui o terceiro e para o ano o nosso objetivo é conseguir fazer um quarto.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."