Opelka: “É incrível ter alguém do estatuto do Piqué a envolver-se desta forma”

Kosmos Tennis

MADRID — Muito se tem falado sobre a reforma da Taça Davis e em plena semana de competição dificilmente se assiste a uma conferência de imprensa em que não seja recolhida uma opinião. Esta terça-feira a mais sonante foi a de Reilly Opelka, o norte-americano que se estreou a representar o país e deixou muitos elogios… A Gerard Piqué e às Davis Cup Finals.

“É muito especial ter o Piqué a cerrar os dentes de força tão determinada num projeto como este. Seria o mesmo que ter, nos Estados Unidos, um desportista como o Kobe [Bryant] a apoiar e promover a Taça Davis. Ele está a investir muito do seu tempo, tem voado de Barcelona todos os dias”, afirmou o norte-americano de 22 anos, que não conseguiu evitar a derrota dos EUA para o Canadá num confronto que deu a conhecer a primeira seleção apurada para os quartos de final.

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O “gigante” Reilly Opelka é um estreante nestas andanças mas uma semana bastou para ficar apaixonado pelo novo formato. “Sou um grande fã da nova Taça Davis. Talvez pudesse ter um timing diferente, depois de Miami há uma semana em que seria possível ou até antes, mas acho que o novo formato é excelente. É mais fácil de seguir, de perceber. O torneio começa, acaba e tens um vencedor, sabes quando é que acaba — não se anda a arrastar ao longo de todo o ano.”

O jogador natural do Michigan apontou os problemas tecnológicos que se têm verificado nos primeiros dias (dificuldades no acesso ao website e à aplicação para dispositivos móveis e dúvidas sobre as transmissões em direto, sobretudo nos EUA) como aspetos a resolver rapidamente. De resto, “só tenho boas coisas a dizer.”

“Deram muitos passo na direção certa por isso este é um evento a que vou dar prioridade todos os anos, tal como fiz esta época. Até tenho aqui o meu próprio treinador porque quis tratar isto como se fosse uma semana de Grand Slam”, concluiu.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."