Djokovic sobre o ombro: “A dor era forte mas se fosse grave não teria conseguido jogar”

Pela primeira vez nos últimos sete anos, Novak Djokovic não vai fazer parte do encontro de atribuição do título do Nitto ATP Finals. O sérvio foi derrotado por Roger Federer de forma clara e aponta agora a Madrid, onde se vão jogar as Davis Cup Finals, mas o desconforto sentido no cotovelo direito deixou preocupações.

Ainda assim, e apesar de ter agarrado por diversas vezes aquela zona do corpo (que o forçou a terminar 2017 mais cedo) durante o encontro da fase de grupos, o sérvio desvalorizou. “A dar era forte mas se fosse uma coisa grave não teria conseguido continuar a jogar. Não senti problemas depois e espero que não seja nada que me impeça de ir a Madrid.”

Sobre o encontro propriamente dito, Djokovic considerou que “não houve muitas coisas que eu tenha feito bem. Ele serviu bem, movimentou-se bem e respondeu bem, fez tudo bem. Eu joguei de forma demasiado passiva. A minha confiança não estava muito alta e o Roger sentiu e conseguiu usar isso.”

Na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro, o número 2 do mundo também confessou que retira inspiração da forma como Roger Federer ainda consegue jogar aos 38 anos. “Vê-lo a fazer isto motiva-me, mostra-me que é possível. Tenho a maior das admirações por ele e pelo que faz em campo. É um modelo a seguir, mesmo para mim, que sou um dos seus maiores rivais.”

Atualizado às 22h27.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."