Maia Open com dois top 100 e três portugueses entre os inscritos no quadro principal

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A cidade da Maia vai receber, entre os dias 18 e 24 de novembro, a terceira e última paragem do ATP Challenger Tour em Portugal na temporada de 2019 e a lista de inscritos já é conhecida. Entre os jogadores que adicionaram o nome ao torneio português destacam-se dois membros do top 100 mundial e, claro, três jogadores “da casa”.

O melhor classificado entre os jogadores inscritos é Brayden Schnur, que ocupa a 93.ª posição no ranking. O tenista canadiano de 24 anos está a viver a melhor temporada da carreira no circuito profissional e apresentou-se ao mundo em fevereiro, ao chegar à final do ATP 250 de Nova Iorque depois de passar a fase de qualificação. Para além dessa, disputou outras três finais (nos Challengers de Newport Beach, Winnipeg e Charlottesville, na semana passada) e só lhe faltou mesmo erguer um troféu de campeão.

O segundo membro do top 100 inscrito no Maia Open já passou por Portugal este ano e saiu de cá com uma história no mínimo caricata: em pleno Millennium Estoril Open, Salvatore Caruso (o 97.º classificado no ranking) ganhou ao futuro finalista Pablo Cuevas na última ronda do qualifying antes de perder com ele… Na primeira ronda do quadro principal.

Desta temporada destacam-se o título conquistado no Challenger de Barcelona (onde deixou João Domingues e Pedro Sousa pelo caminho), as meias-finais no ATP 250 de Umag (derrotou o favorito do público, Borna Coric, na segunda ronda), a chegada à primeira ronda em Wimbledon e à segunda em Roland Garros, sempre com origem no qualifying.

A comitiva portuguesa — que aumentará uma vez entregues os wild cards — inscrita no Maia Open é composta por três dos quatro melhores jogadores lusos da atualidade: Pedro Sousa (137.º), Frederico Silva (que esta segunda-feira se estreia de forma categórica entre os 200 primeiros, como 175.º) e João Domingues (192.º).

Qualquer um deles dispensa apresentações, mas é importante salientar que quer Sousa (2018), quer Domingues (2019) sabem o que é vencer torneios desta categoria no nosso país — são os dois primeiros vencedores do Braga Open, que a par do Lisboa Belém Open era, até agora, um dos dois eventos Challenger a acontecer em solo português.

Para além de Schnur, Caruso e Sousa (que se estreou no top 100 no início da temporada), a lista de inscritos no Maia Open conta com mais sete jogadores que sabem o que é ter o nome entre os 100 melhores jogadores do mundo — e alguns até em voos mais altos.

Guillermo Garcia-Lopez é o mais credenciado. O espanhol de 36 anos chegou a ser 23.º em 2011, conta com 5 títulos ATP no currículo e outras 4 finais disputadas e 4 troféus de campeão no circuito Challenger, tendo sido finalista de pares do US Open em 2016.

O nome de Paolo Lorenzi também chama a atenção. Com 37 anos, o credenciado italiano celebrou o máximo de carreira em 2017 (foi 33.º) e o único título ATP do currículo no ano anterior, em Kitzbuhel (disputou mais três finais). Mas é no circuito secundário que mais impressiona: conta com nada mais, nada menos do que 21 títulos em torneios Challenger.

Para além destes, também Teymuraz Gabashvili (43.º e atual 277.º), Illya Marchenko (49.º e atual 244.º), Thomas Fabbiano (70.º e atual 116.º), Josef Kovalik (80.º e atual 174.º) e Yannick Maden (96.º e atual 117.º) chegaram ao top 100 do mundo.

Lista de inscritos no Maia Open:

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."