Campeão nacional de juniores, Manuel Gonçalves entra de rompante no Nacional Absoluto

FUNCHAL — Entrada de rompante por parte de Manuel Gonçalves na edição de 2019 do Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto. O campeão nacional de juniores passou menos de uma hora em campo até carimbar o acesso aos quartos de final, situação semelhante à que viveu Fábio Coelho também na manhã desta terça-feira.

Recém consagrado campeão nacional de juniores, Manuel Gonçalves fez uso da maior experiência, rodagem e nível de jogo para confirmar o estatuto de sexto cabeça de série, derrotando de forma extremamente autoritária o qualifier Fernando Gouveia (que na primeira ronda do quadro tinha derrotado Nuno Bernardino por 6-0 e 6-4) com os parciais de 6-0 e 6-0.

O jogador do Clube de Ténis do Porto precisou de apenas 40 minutos para somar a primeira vitória na prova rainha do ténis nacional e no final confirmou que a exibição sólida foi importante para combater o nervosismo natural. “Sabia que ia sentir uma pressão acrescida por ser cabeça de série e também sabia como é que ele joga, por isso não facilitei, consegui jogar bem e é bom ter conseguido este resultado.”

Nos quartos de final, tudo indica que o grau de dificuldade do desafio será consideravelmente maior (enfrenta o vencedor do encontro entre João Graça, que vem do qualifying, e Tiago Cação, o segundo cabeça de série) e por isso Manuel Gonçalves acredita que a pressão já não será um obstáculo a controlar. “Em princípio não vou ser o favorito por isso acho que já não vou ter este nervosismo do meu lado e espero que isso me ajude a continuar a jogar bem quer em singulares quer em pares para ver se este Campeonato Nacional me corre tão bem como o de juniores.”

Com a terra batida como superfície predileta, o jovem de 17 anos — chega à maioridade no próximo mês — enfrenta um desafio extra no Campeonato Nacional (que não se jogava em piso rápido desde 2005, em Évora), mas olha para esta como uma oportunidade de continuar a melhorar. “Infelizmente em Portugal não temos muitos torneios em terra batida, mesmo nos torneios internacionais, mas é uma coisa a que tenho de me habituar e continuar a treinar para jogar melhor em pisos rápidos.”

Não é, por isso, surpreendente ouvir Manuel Gonçalves dizer que “o meu sonho é chegar aos grandes palcos e o meu maior sonho é ganhar Roland Garros, sendo o meu ídolo o Rafael Nadal e gostando tanto de terra batida um dos meus objetivos é esse, mas principalmente conseguir disputar o torneio e depois fazer o meu melhor.”

Se a vitória do jovem portuense foi conseguida em meros 50 minutos, a verdade é que no court adjacente Fábio Coelho não precisou de muito mais tempo para avançar para os quartos de final.

O jogador da Escola de Ténis da Maia é o terceiro cabeça de série, razão pela qual também ficou isento de disputar a ronda inaugural, e e impôs uma pesada derrota por 6-0 e 6-1 a Valentin Carvalho, que tinha superado a fase de qualificação e, na jornada de segunda-feira, o portuense Sebastião Cortez por 6-4, 4-6 e 6-0.

Já apurado para os quartos de final, o jogador natural de Oliveira de Azeméis fica agora à espera do vencedor do duelo que opõe dois jogadores do Lawn Tennis Clube da Foz: Bernardo Roque e Paulo Fernandes, o quinto pré-designado.

Fábio Coelho vs. Valentin de Carvalho, 1R Campeonato Nacional Absoluto:

Publicado por Raquetc em Terça-feira, 17 de setembro de 2019

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."