Ex-finalista Francisco Cabral ultrapassa estreia com direito a holofotes

Fotografia: André Ferreira/Federação Portuguesa de Ténis

FUNCHAL — Vitória suada para Francisco Cabral a abrir a participação no Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto: finalista em duas ocasiões, o portuense precisou de cerca de duas horas e dois parciais muito equilibrados para selar a passagem aos oitavos de final.

Convidado pela organização para o quadro principal, o portuense de 22 anos (que representa o Clube de Ténis do Porto mas integra atualmente a equipa do Centro de Alto Rendimento) levou a melhor num duelo de grandes servidores contra Illia Stoliar (UJ Alverca) com os parciais de 6-4 e 7-5.

Favorito à vitória, Francisco Cabral conseguiu entrar com o pé direito no primeiro set e um break nos primeiros jogos deu-lhe vantagem suficiente para, apesar das investidas do adversário, se adiantar no marcador. Mas no segundo parcial foi Illia Stoliar quem entrou melhor e com uma quebra logo a abrir o menos cotado dos dois jogadores ganhou esperança e confiança, que misturadas com um dia pouco inspirado do adversário lhe permitiram manter-se na frente até à parte final, onde acusou a pressão do momento e abriu espaços que se revelaram fatais para o desenrolar da partida.

Apesar da vitória, Francisco Cabral não ficou satisfeito. “Jogar com pessoas que dão pouco ritmo é sempre complicado porque ou uma pessoa está afinada e as coisas correm bem ou facilmente se complicam, como foi o caso. Ele jogou bem, eu sinceramente não joguei o meu melhor ténis, longe disso, mas é preciso saber jogar com isso, saber ganhar a jogar mal e o objetivo está cumprido, ganhei.”

O objetivo de ser campeão mantém-se — tanto em singulares como em pares —, mas “porque não estou propriamente a atravessar a melhor fase da minha carreira em singulares o principal objetivo neste momento é ir melhorando a cada jogo, a cada treino. Claro que quero ser o vencedor mas primeiro ainda tenho o jogo da próxima ronda e o da seguinte”, concluiu o vice-campeão nacional absoluto de 2015 (perdeu para João Domingues) e 2016 (travado por João Monteiro).

Na parte da manhã, Tiago Torres e Daniel Batista tornaram-se nos primeiros a chegar à segunda ronda deste Campeonato Nacional e entretanto também Valentin de Carvalho (6-4, 4-6 e 6-0 a Sebastião Cortez), Bernardo Roque (6-0 e 6-1 contra Guilherme Marques), Bernardo Branco Teixeira (6-1 e 6-3 perante Pedro Alves), Fernando Gouveia (6-0 e 6-4 a Nuno Bernardino) e João Graça (6-1 e 6-2 a Gustavo Pelixo) se juntaram a eles.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."