Rafael Nadal supera Berrettini e vai jogar a 27.ª final da carreira em Grand Slams

Fotografia: Garrett Ellwood/USTA

O maiorquino Rafael Nadal está na final do US Open, dois anos depois de o ter feito para a última vez. Num ano particularmente bom para o espanhol em termos de Grand Slams, onde a pior prestação foram as meias-finais em Wimbledon, este venceu durante a madrugada o italiano Matteo Berrettini, com os parciais de 7-6(6), 6-4 e 6-1.

O primeiro set foi equilibrado, e apesar de Nadal ter sido o único a dispor de break points, Berrettini esteve mesmo muito perto de vencer o parcial. Depois de ter salvo os seis break points durante o set, o italiano adiantou-se por 4-0 no tie-break e parecia bem colocado para vencer a primeira partida. No entanto, Nadal elevou o nível de jogo, salvou dois set points e acabou ele por se adiantar no marcador.

Com uma exibição em crescendo, Nadal voltou a dominar as operações no segundo parcial. O tenista de 33 anos continuou sem enfrentar qualquer break point e conseguiu encontrar caminho para quatro no serviço de Berrettini, sendo que bastou concretizar um para adquirir a vantagem necessária para dilatar a diferença no placard.

O terceiro set acabou por ser o mais desequilibrado de todos, com Nadal a não dar grandes hipóteses ao adversário. No total, o tenista de Palma de Maiorca cometeu apenas 18 erros não forçados durante a partida, assinou 31 winners e não enfrentou qualquer break point, ao contrário de Berrettini que teve que salvar 12 dos 16 que teve pela frente.

Apurado para a 27.ª final da carreira em Grand Slams, Nadal vai procurar fazer em Flushing Meadows o que fez em 2017, na última ocasião em que chegou à grande decisão: ganhar. Na altura, o espanhol derrotou Kevin Anderson em três sets, e agora vai procurar fazer o mesmo diante do russo Daniil Medvedev. Em jogo está a conquista do 19.º Major para Nadal, um número que lhe permitiria colocar-se a apenas um Grand Slam de distância de Roger Federer.

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Adepto do desporto em geral mas com especial carinho pela "bolinha saltitona". O bichinho surgiu ainda Rafael Nadal não tinha mangas e não mais saiu. Chegada a oportunidade de me juntar ao Raquetc, juntamente com a minha ambição de ser jornalista, foi fácil aceitar juntar-me à equipa.