Eva Guerrero é a primeira a carimbar o passaporte para a final do Palmela Open

PALMELA — Uma exibição a roçar a perfeição garantiu a Eva Guerrero Alvarez a primeira vaga na grande final de singulares do Palmela Open 2019, o torneio internacional feminino com 25.000 dólares em prémios monetários que o SPARKS Tennis Park Palmela organiza pelo segundo ano consecutivo.

Terceira cabeça de série, a jovem espanhola de 19 anos vinha a ser uma das jogadoras mais consistentes ao longo de toda a semana e voltou a provar que merece um lugar no encontro decisivo deste torneio ao superar Julie Gervais (a francesa que é a oitava pré-designada) por 6-3 e 6-1 em 1h20.

Depois de um começo equilibrado, em que até cedeu primeiro o serviço, Guerrero conseguiu reencontrar o nível de concentração que a ajudou a chegar às meias-finais, aumentar significativamente o número de bolas devolvidas e reduzir os erros não forçados e assim criar muitas dificuldades à tenista francesa.

A vitória deste sábado — a quarta da semana — dá a Eva Guerrero Alvarez a possibilidade de lutar pelo título mais importante da carreira.

Nas três primeiras oportunidades que teve de conquistar troféus em circuitos ITF, a jogadora da Academia Sánchez-Casal não vacilou: sagrou-se campeã do ITF de 10.000 dólares em Knokke (julho de 2016), do 10.000 dólares de Valladolid (duas semanas depois) e do ITF de 15.000 dólares de Melilla, em setembro de 2017.

Mas as duas decisões seguintes, em torneios mais importantes, caíram para o lado das adversárias: em julho de 2018 foi vice-campeã do Figueira da Foz Ladies Open — também com 25.000 dólares em prémios, mais hospitalidade — e há cerca de um mês ficou-se pela final no ITF de 25.000 dólares de Madrid.

Para conquistar o título no SPARKS Tennis Park Palmela, Eva Guerrero Alvarez terá de ultrapassar ou a compatriota Guiomar Maristany Zuleta de Reales ou a bielorrussa Yuliya Hatouska, respetivamente sexta e quinta cabeças de série.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."